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Futebol

05/12 - 15:47

Na decisão da Sul-Americana, a garra superou a técnica
Internacional era superior tecnicamente, mas o título só veio devido à determinação dos jogadores na decisão

Trivela.com

PORTO ALEGRE - Verón é craque. Apenas uma pessoa com muita má vontade com o futebol argentino ou que ache que o termo “craque” deva ser empregado para jogadores de um talento quase inatingível irão discordar. Todo o jogo do Estudiantes gira em torno dele. Não à toa: seus lançamentos denotam uma precisão e visão de jogo muito acima da média, o suficiente para surpreender qualquer defesa.

O meia é o único jogador que pode desequilibrar uma partida para o Estudiantes. De resto, há bons jogadores, como Andújar, Angeleri e Boselli, e uma incrível determinação em campo. Nada que pudesse se comparar tecnicamente ao Internacional, que conta com Nilmar, Alex e D’Alessandro. No entanto, não foi com o talento que o Colorado superou os Pincharratas. Foi na base da determinação.

O primeiro jogo já havia tido esse tom. Foi uma mistura de inteligência tática com disciplina e determinação comoventes (clique aqui para relembrar). Esperava-se que, no jogo de volta no Beira-Rio, a história seria diferente e a superioridade técnica gaúcha prevaleceria. Mas, novamente, o que saltou aos olhos foi como o Internacional usou a raça para atingir seu objetivo.

O time brasileiro não teve uma boa atuação na última quarta. Tomou a iniciativa no início e usou a velocidade de seu setor ofensivo para pressionar a equipe argentina. No entanto, faltava concentração no momento de definir as jogadas. Desse modo, os platenses foram se soltando e, a partir da metade do primeiro tempo, já havia equilíbrio.

Depois do intervalo, viu-se um Internacional particularmente pouco inspirado. Aparentando nervosismo e ansiedade, o time parou de criar jogadas com um mínimo de lógica e permitiu que o Estudiantes crescesse ainda mais. Alayes abriu o marcador em uma falha de marcação gaúcha após cruzamento na área. Quando Gustavo Nery e Taisson entraram (para saídas de Andrezinho e Alex), o meio-campo colorado perdeu ainda mais força de armação e, pior, não contava mais com a capacidade de improviso e decisão de Alex.

Na prorrogação, o Internacional precisava recuperar o foco. E a base dessa recomposição foi a determinação. Mesmo desmontado e sem seu melhor jogador (substituído, segundo a rádio Band-RS, por não obedecer as instruções do técnico Tite), o Colorado encontrou forças para empurrar o Estudiantes para dentro de seu campo. Taisson se encontrou em campo, D’Alessandro foi um monstro e Nilmar se mostrou decisivo.

O principal mérito do Inter no jogo de volta da final foi não se limitar a ser um time muito bom. Foi encontrar determinação para, mesmo em um dia pouco inspirado tecnicamente, reverter um cenário desfavorável e conquistar o título.

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