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Futebol

05/12 - 20:12

Meta do Gamba Osaka é a semifinal do Mundial
Depois do histórico terceiro lugar do Urawa Red Diamonds, no ano passado, time quer manter padrão

Trivela.com

OSAKA (Japão) - O embrião do Gamba Osaka foi o Matsushita Electric Industrial Club, mas em 1993 com o advento da J-League – campeonato japonês de futebol profissional – o clube adotou o atual nome. Apesar de se manter como um dos seis times nipônicos que disputam a Liga Nacional desde os primórdios, a década de 1990 foi pífia em termos de resultados e o primeiro título japonês veio somente em 2005.

Em se tratando de Mundial Interclubes, será a primeira equipe japonesa fora da região metropolitana de Tóquio a disputar o torneio organizado pela Fifa. Depois do histórico terceiro lugar do Urawa Red Diamonds, no ano passado, o Gamba Osaka tentará manter o padrão de bons resultados dos clubes asiáticos na competição.

Ao contrário do time de Saitama – que contava com figuras de relevo como Shinji Ono, Robson Ponte e Washington – o Gamba tem como principal força o entrosamento e o conjunto que se mantém praticamente desde a conquista da J-League, em 2005.

Inclusive, Gamba Osaka e Adelaide United podem reeditar a final da Liga dos Campeões da Ásia deste ano, já que o Gamba, campeão, aguarda nas quartas-de-final o vencedor do confronto entre Adelaide e Waitakere United, da Nova Zelândia.

Se isso se confirmar, o duelo promete ser ainda mais acirrado, já que os australianos virão com sangue nos olhos para vingar a derrota na final do torneio continental. Já o time japonês não vai querer perder a oportunidade de fazer um jogo histórico contra o campeão europeu Manchester United, nas semifinais.

Sem a mesma saúde financeira dos conterrâneos Kashima Antlers e Urawa Reds, o time da ilha de Honshu segura com dificuldade sua base e tem apostado em jovens para rejuvenescer o plantel. Uma medida mais barata e viável.

Tudo articulado dentro dos princípios do técnico Akira Nishino, uma velha raposa do futebol nipônico. O treinador de 53 anos terá como problema contornar a fadiga física dos seus jogadores, estourados depois de uma longa temporada onde o foco principal foi a Liga.

Os sinais de desgaste já se manifestaram principalmente na reta final da J-League, onde a seqüência de derrotas com placares dilatados evidenciam um elenco sobrecarregado. É óbvio que os níveis motivacionais aumentam com a chegada de um desafio como o Mundial da Fifa mas é sempre bom chegar com moral e acostumado com as vitórias.

O ponto alto dos campeões asiáticos é a boa fase do meia Yasuhito Endo, neo-bola de prata no continente, e do atacante brasileiro Lucas, que desequilibrou a final da Liga. Assim como fez na decisão, Nishino deve adiantar Endo, livrando-o de tarefas defensivas e usando seu potencial para causar rupturas nas zonas ofensivas ao lado do oportunista avançado brasileiro.

Apesar de o beisebol ser o esporte predileto do público em Osaka, a meta na ilha de Honshu é atingir, no mínimo, as semifinais, num evento colossal que seria encarar o Manchester United.

Técnico
Akira Nishino, 53 anos, é o mais completo técnico japonês da atualidade. Extremamente confiante e competitivo, mesmo não tendo a polpuda verba dos rivais Urawa Reds e Kashima Antlers, levou o time da ilha de Honshu ao título da LC Asiática.

Foi o comandante do Japão nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996 – quando derrotaram o Brasil –, está há sete temporadas no Gamba e foi eleito o melhor treinador de 2008 na Ásia.

Como se classificou
Campeão da Liga dos Campeões da Ásia. Passou fácil por Melbourne Victory, Chunnam Dragons e Chonburi no Grupo G e cresceu ainda mais na fase de mata-mata ao derrubar o Al-Karama, da Síria, e desbancar o então campeão Urawa Red Diamonds no clássico nipônico.

Na final, arrasou o Adelaide United com o placar mais elástico já produzido por uma equipe nos dois jogos da final da Liga Asiática (5 a 0). Desde 2000, um time não era campeão invicto.

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