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27/11 - 10:27

São Paulo pede R$ 30 milhões por patrocínio de uniforme
AOC, Emirates Airlines, Samsung e LG são as empresas que brigam para patrocinar o clube em 2009

 

Agência Estado

SÃO PAULO - A crise mundial arrasa economias mundo afora, mas não faz o São Paulo ceder em suas pretensões para o contrato de patrocínio de 2009. A diretoria do clube espera concluir nas próximas semanas a negociação com a empresa que irá estampar o nome no uniforme do clube, e de preferência sem baixar o valor que considera justo: entre R$ 30 e R$ 32 milhões anuais, o que tornaria o clube como o dono do maior patrocínio do País.

"Recuamos um pouco na negociação, até para avaliar o mercado, mas já estamos de volta. Ainda acreditamos que, mesmo em um momento de crise, podemos conseguir esse valor", diz o vice-presidente de marketing Julio Casares que, até para não ser taxado de megalomaníaco, faz sua defesa: "O clube tem seus diferenciais".

Casares enumera alguns deles: o São Paulo está prestes a conseguir o inédito tricampeonato nacional, já garantiu lugar na Libertadores pela sexta vez seguida e tem o Estádio do Morumbi (que será uma das sedes da Copa de 2014) como um grande chamariz. Questões que, na visão da diretoria são-paulina, colocam o time em condição única no País, com inegável valorização de suas cores nos últimos anos. Basta lembrar que, em 2001, o São Paulo recebia R$ 6 milhões. No contrato que expira em 30 de dezembro, são R$ 16 milhões.

O São Paulo fala abertamente sobre as empresas que podem patrocinar o clube em 2009: AOC, Emirates Airlines, Samsung e LG. Quem mais chegou perto da proposta são-paulina, contudo, recuou na negociação. A crise e as mudanças de comando não devem permitir que a Philips bata o martelo na proposta de R$ 27 milhões.

A permanência da LG não está descartada, mas é improvável. A empresa coreana não exerceu seu direito à prioridade na renovação e, dentro do clube, é vista com desconforto a trajetória instável da multinacional. Houve atraso em pagamentos de 2007 e a empresa até recorreu à Justiça, em 2004, para fazer valer a primeira renovação de contrato.

Além disso, a LG também não mostrou empolgação pelos ambiciosos projetos de marketing são-paulinos, ao contrário da Reebok, fornecedora de materiais esportivos que tem realizado projetos bem-sucedidos com o clube, como as lojas no Morumbi e em shoppings paulistanos. O São Paulo quer que, além de patrocinador, o postulante também esteja envolvido em ações deste tipo.

Emirates Airlines e Samsung são namoro antigo. A empresa aérea baseada em Dubai começou a operar no Brasil em 2007 e já quis vincular sua imagem ao São Paulo. O mesmo aconteceu com a Samsung - mas, no ano passado, a empresa coreana patrocinava o rival Corinthians. A chinesa AOC, multinacional que produz TVs e monitores de computador, vê no clube uma grande chance de fazer sua marca se tornar conhecida, exatamente como ocorreu com a LG sete anos atrás.


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