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Futebol

25/11 - 17:34

Giro traz informações sobre futebol sul-americano; confira
Estudiantes e Inter fazem a melhor final que a Sul-Americana poderia ter; leia sobre Uruguai, México e Colômbia

Trivela.com

SÃO PAULO - Dois clubes tradicionais com boas equipes e desejo de conquistar o título para reafirmar sua importância internacional. A Copa Sul-Americana dificilmente teria uma decisão mais interessante que o Inter x Estudiantes. Um duelo que terá talento, chamará a atenção da mídia brasileira e argentina, envolverá duas torcidas fanáticas e barulhentas e reunirá duas equipes que, no momento, tratam o torneio como prioridade neste final de ano. Coisa que outras equipes não proporcionariam.

Apesar de ser difícil usar o termo “favorito” para um encontro desse, é justo dizer que o Colorado é tecnicamente superior e, por isso, chega à decisão com mais chances de título, sobretudo se estiver com seu setor ofensivo em dia inspirado. Isso ajuda o fato de o Estudiantes ser obrigado a mandar suas partidas no estádio Único, que tem mais capacidade – e menos clima hostil – que o Jorge Luís Hirsch.

O time argentino é tecnicamente limitado, mas tem em Verón um jogador que desequilibra. Assim, o jogo dos Pinchas gira em torno do meia, que se posiciona como volante, mas é fundamental na armação das jogadas com seus lançamentos ainda precisos.

O problema de ter Verón como referência é que o time como um todo fica mais lento. Por mais que Boselli seja um atacante com alguma velocidade, o Estudiantes se sente mais confortável com uma partida pesada e arrastada. Assim, o futebol mais marcador, intenso, aguerrido e cadenciado dos platenses se sobressai.

Isso deixa a dica do que deve fazer o Internacional. Guiñazu e Magrão podem bloquear o meio-campo adversário e levar a bola para a armação. Aí, Alex e D’Alessandro podem acelerar o ritmo para acionar o rápido Nilmar. No jogo de ida, em La Plata, o Estudiantes deve tomar a iniciativa e as opções de contra-ataque dos colorados serão fundamentais. Na partida do Beira-Rio, trocas de passes velozes podem desnortear a marcação argentina e facilitar a abertura de algum espaço.

Se o Inter confirmar a condição de favorito (OK, caí na tentação), finalmente mostrará ao Brasil como a Copa Sul-Americana pode ser interessante e merece um pouco mais de atenção. Além disso, terá alguma razão em dizer que conquistou um torneio continental e que isso lhe dá projeção. Afinal, se os brasileiros ainda não ligam para a Sul-Americana, o resto da América do Sul já vê a competição como algo relevante no calendário.

Esfriar a cabeça

Não haverá rodada do Campeonato Uruguaio neste fim-de-semana. Não é pausa para jogo da seleção charrua ou recesso para partidas de copa nacional. Nem mesmo greve de atletas foi convocada. O motivo é a violência da torcida local, um fantasma que aparece para assombrar o futebol uruguaio de tempos em tempos.

O último episódio foi após o duelo entre Danubio e Nacional no Jardines del Hipódromo. Os franjeados venceram por 1 a 0 e reassumiram a liderança do Apertura. Logo após a partida, as duas torcidas começaram a trocar insultos e acabaram partindo para a briga campal. Ambas invadiram o gramado para se atacarem com paus e pedras. Lembrou muito as cenas de Palmeiras x São Paulo após a final da Supercopa São Paulo de Juniores e 1995 no Pacaembu.

A briga foi tão rápida e violenta que a polícia não conseguiu agir imediatamente. Boa parte dos agentes estava fora do estádio e demorou para chegar ao gramado. A lentidão gerou críticas da imprensa e opinião pública. Daisy Tourné, ministra do interior, disse que a culpa não era dos policiais, mas da prefeitura de Montevidéu, que permitiu que o jogo fosse realizado no Jardines del Hipódromo, estádio que não teria condições de segurança para um encontro importante.

Não foi um caso isolado. Em 2007, um Peñarol x Cerro teve um torcedor cerrista morto e um peñarolista gravemente ferido. No início do Apertura 2008, torcedores do Nacional agrediram jornalistas após o árbitro dar vitória por WO ao Villa Española por atraso dos bolsos para entrar em campo.

Como reação, a AUF (federação uruguaia) decidiu suspender o futebol por tempo indeterminado. A atitude é prevista no estatuto da entidade, que diz que é uma medida de precaução para esperar os ânimos se acalmarem. Outro objetivo de tal punição é causar um desconforto na sociedade, que poderia fazer alguma pressão sobre os barras bravas ou os clubes.

A tentativa da federação é louvável, mas só terá efeito se todo o Uruguai se unir para buscar soluções. Poder Judiciário, clubes, torcedores, imprensa e governo precisam fazer o que lhe cabe nesse processo. Se não, novas rodadas serão adiadas e brigas continuarão ocorrendo.

México: Guia do mata-mata
Terminou a fase de classificação do Apertura mexicano. Na rodada decisiva, os favoritos fizeram os resultados que precisavam, o que acabou provocando poucas alterações na classificação dos grupos. Assim, houve menos alternâncias que o esperado e, surpresa, Chivas e América, os dois maiores clubes do México, já estão eliminados.

Para você acompanhar o que vai rolar a partir de agora, veja um mini-guia das quartas-de-final:

San Luis x Santos Laguna
O superlíder enfrenta o atual campeão. Assim, é um jogo em que as duas equipes possuem muitas armas e previsões são arriscadas. O San Luis vem em melhor momento, com um meio-campo e ataque consistente, sobretudo com a solidez de Coudet e os bons Piriz e Tressor Moreno. No entanto, a defesa é instável. Isso pode ser fatal diante de uma equipe que fez uma primeira fase discreta devido ao desgaste da Concachampions, mas tem uma dupla de ataque poderosa: Vuoso e... Cuauhtemoc Blanco (contratado de emergência no lugar do contundido Christian Benítez). O meio-campo tem a criatividade de Ludueña e Arce, que também podem ser figuras importantes.

Chances: San Luis 55% / Santos 45%

Toluca x Tecos de la UAG
O Toluca é uma equipe mais experiente e tradicional, que pode se aproveitar do forte apoio da torcida nos jogos em casa. O problema é que o time é bom, mas não consegue ser algo além disso. Outro ponto fraco é a dependência excessiva de Sinhá na armação. Se o brasileiro naturalizado mexicano não está inspirado, o ataque sofre de anemia. Do outro lado, os Tecos têm o melhor ataque e a segunda pior defesa do Apertura. Assim, fica evidente qual a virtude e qual o defeito do time. As figuras mais importantes são os atacantes Robert e Zamogilny. Outro fator importante sobre os tecolotes: o time tem torcida pequena. Ao mesmo tempo que isso dificulta a criação de um ambiente hostil nos jogos em Zapopan, pode ser positivo pela falta de pressão com a qual a equipe entrará em campo.

Chances: Toluca 60% / Tecos 40%

Atlante x Tigres de la UANL
Campeão do Apertura 2007, o Atlante tem uma base que já mostrou capacidade de ser vencedora. Isso ficou evidente na campanha segura no Apertura 2008, no qual os Potros sempre estiveram entre os primeiros colocados. Vilar é uma segurança no gol, mas Maldonado, estrela do ataque, passou parte da temporada contundido e não está em grande fase. Outro problema foi a queda de rendimento nas últimas rodadas. Enquanto isso, os Tigres fazem caminho inverso. Começaram mal, mas se encontraram e arrancaram na reta final. Liderada por Pedro Benítez, a defesa é uma das melhores do México. Na frente, a referência é Lucas Lobos (na armação) e Kikín Fonseca na finalização. Os felinos têm a melhor campanha como visitantes, o que pode levar a surpresa.

Chances: Atlante 45% / Tigres 55%

Pumas de la Unam x Cruz Azul
Único clássico local do mata-mata. Os Pumas têm uma defesa bastante forte – é a menos vazada da primeira fase – e contam com dois atacantes bastante perigosos: Palencia e Cacho. Como ponto negativo, os universitários podem sentir a falta de experiência e caíram muito de rendimento nas últimas semanas. O Cruz Azul teve uma trajetória muito constante e, ainda que pouco brilhante, conta com um elenco que impressiona. Villaluz é um jovem em ascensão, mas Vigneri, Zeballos, Beltrán e Torrado são jogadores já consolidados. Curiosamente, isso não muda um fato: os cementeros não têm se dado bem em clássicos.

Chances: Pumas 60% / Cruz Azul 40%

SELEÇÃO DA RODADA

Veja a seleção da 17ª rodada do Apertura mexicano do site Medio Tiempo: Omar Ortíz (Necaxa); Rafael Medina (Tecos de la UAG), Paulo da Silva (Toluca), Felipe Baloy (Monterrey) e Jaime Lozano (Cruz Azul); Marco Fabián de la Mora (Chivas de Guadalajara), Martín Romagnoli (Toluca) e Guillermo Marino (Tigres de la UANL); Fredy Bareiro (Tecos de la UAG), Hugo Rodallega (Necaxa) e Pablo Zeballos (Cruz Azul). Técnico: Manuel Lapuente (Tigres de la UANL).

Grupos definidos
Bogotá mais uma vez ficou para trás. Na definição dos grupos semifinais do Finalización colombiano, o pequeno La Equidad foi o único clube bogotano classificado. Enquanto isso, Cáli e Medellín classificaram suas duas equipes.

A rodada decisiva teve momentos dramáticos. O Millonarios precisava vencer o Envigado por três gols de diferença para garantir a classificação. No intervalo, o Ballet Azul já vencia por 2 a 0. No entanto, o time não conseguiu fazer o terceiro gol e, num contra-ataque, acabou sofrendo um. Com isso, a equipe terminou na nona posição no saldo de gols, mesmo fazendo apenas três pontos a menos que o segundo colocado.

O Independiente Santa Fe acabou tendo o azar de enfrentar, na última rodada, um adversário que precisava duplamente da vitória. O Atlético Junior corria risco de rebaixamento e lutava pela classificação. Com jogo em Barranquilha, os Tiburones tomaram a iniciativa e a vitória por 3 a 1 saiu com naturalidade.

Na parte de baixo da tabela, o tristeza ficou com o Bucaramanga, que perdeu o confronto direto com o Pereira e acabou com a última posição na soma das três últimas temporadas. O resultado salvou o Pereira da queda e ainda lhe valeu a classificação para a segunda fase. Além disso, deixou o Envigado na penúltima posição – e na repescagem.

Os grupos semifinais ficaram assim: Grupo A: Atlético Nacional, Independiente Medellín, La Equidad e Tolima; Grupo B: América de Cali, Atlético Junior, Deportivo Cali e Pereira.

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