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Futebol

21/11 - 11:17

Vitória aceitaria "incentivo", mas nega acerto contra Grêmio
"Se tivéssemos uma condição financeira que nos permitisse, poderíamos praticar a mala-branca", afirmou o presidente do clube

Gazeta Esportiva

SALVADOR  - O Vitória já brigou pelas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro, colocando-se entre os candidatos às vagas para a Libertadores do ano que vem. No entanto, mesmo perdendo fôlego no returno e caindo para a 11ª colocação, o time continua envolvido na disputa pelas primeiras colocações, graças ao duelo deste final de semana contra o Grêmio. E que, nos bastidores, já começou bastante apimentado.

Os times se enfrentarão no domingo, às 17 horas (horário de Brasília), no Barradão, em confronto pela 36ª rodada do Brasileirão. Como não briga mais pela Libertadores ou contra o rebaixamento, e está praticamente definido na Copa Sul-americana, o Vitória já admite tentar vencer o jogo apenas para interferir na briga pelo título. A motivação? Uma eventual ‘ajuda’ financeira dos rivais gremistas pelo caneco.

Para o presidente do Vitória, Jorginho Sampaio, a eventual mala-branca seria encarada com naturalidade. “Se o incentivo for para ganhar, não tem problema”, afirmou o dirigente, em entrevista nesta quinta-feira à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, na qual garantiu não se envolver com uma eventual negociação a respeito do assunto.

“Se existe (incentivo financeiro), é tratado diretamente com os jogadores. Eu não vejo nenhum problema. Aqui no Vitória, estamos pagando os salários em dia há três anos, e os jogadores estão conscientes da responsabilidade e do dever de honrar a camisa do Vitória”, acrescentou Sampaio.

Ciente da repercussão ruim de sua entrevista na véspera, o presidente rubro-negro tentou se explicar nesta sexta-feira. No entanto, em contato com o canal de TV por assinatura SporTV, Jorginho Sampaio manteve sua postura e garantiu: não vê nenhum problema “com esse tipo de incentivo” entre as equipes.

“Acho que está na hora de algumas situações do futebol serem reveladas e assumidas. Não vejo problema nenhum. Estou disponível para qualquer questionamento do mundo do futebol. Acho normal. Da nossa parte, não praticamos, nem houve nenhum contato. Mas o burburinho da imprensa com os jogadores leva a crer que essa prática existe. Não vemos problema nenhum com isso”, assegurou.

Sampaio assegurou ainda que não houve contato com dirigentes de São Paulo, Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras – em tese, os maiores interessados na derrota gremista. “Oficialmente, não houve nenhum contato de clube pra clube, de presidente pra presidente. Se houve alguma coisa, foi com os jogadores”, disse, sem descartar a utilização do recurso no futuro. “Se tivéssemos uma condição financeira que nos permitisse, poderíamos praticar a mala-branca.”

Ainda à imprensa de Porto Alegre, Jorginho Sampaio negou que houve intenção nos seis cartões amarelos recebidos por seus jogadores no jogo para o Atlético-MG – todos cumpriram suspensão na rodada seguinte, contra o Atlético-PR, e voltarão contra o Grêmio. “Tínhamos oito pendurados e seis receberam cartão. Foi coincidência”, justificou.


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