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Futebol

21/11 - 16:32

Sul-africanos temem que crise mundial prejudique Copa

A organização da Copa do Mundo de 2010 já sente os efeitos da crise econômica internacional

Trivela.com

Desvalorização do rand encarece os custos de organização; recessão na Europa pode reduzir fluxo de turistas para ver o torneio

A organização da Copa do Mundo de 2010 já sente os efeitos da crise econômica internacional. A África do Sul viu o rand, sua moeda, se desvalorizar 30% em relação ao dólar. Com isso o gasto para organizar o evento também subiu repentinamente.

Um dos principais problemas é o custo dos materiais de construção. O governo sul-americano teve de destinar mais US$ 136 milhões para adequar o orçamento à nova realidade. Com isso, os gastos com o Mundial já chegam a US$ 2,9 bilhões.

Outra preocupação é que, sem dinheiro ou com menos vontade de consumir, torcedores europeus e norte-americanos não gastarão para viajar até a África do Sul ou comprar ingressos para os jogos.

Nesta sexta, o chefe do comitê de organização, Danny Jordaan, disse que os sul-africanos estão ainda esperando para ver qual o rumo da economia mundial no futuro próximo. “Há indicações que o cenário será mais positivo em 2010”, arrisca. “Mesmo que as pessoas tenham menos dólares, esses dólares representarão mais rands e a viagem até aqui vai ser mais barata”, calcula.

A África do Sul espera que a Copa do Mundo provoque um grande crescimento econômico e alavanque o turismo no país. O governo local espera receber 350 mil turistas durante a competição.

Copa das Confederações

Os sul-africanos dizem que a crise mundial não afetará a organização da Copa das Confederações, torneio programado para junho de 2009 que serve de ensaio para o Mundial. Segundo Jordaan, a competição será realizada em estádios já existentes. Por isso, não há risco de problemas graves.

A preocupação dos sul-africanos é convencer os torcedores locais a irem ao estádio na Copa das Confederações. “Existe uma percepção equivocada no mundo que rúgbi e críquete são os esportes mais populares da África do Sul”, comentou Jordaan. “Se os estádios ficarem vazios na Copa das Confederações, tal idéia será reforçada”.

O futebol registra grande audiência na TV sul-africana, mas a média de público no campeonato local é baixa.


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