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Futebol

19/11 - 10:05

Sem Scolari, seleção pede calma para criar Família de Portugal

Seleção portuguesa é a terceira colocada em seu grupo nas Eliminatórias para o Mundial de 2010

Gazeta Esportiva

BRASÍLIA - A fama de agregar elencos de Luiz Felipe Scolari atravessou o Atlântico. Por seis anos, Portugal chegou ao vice-campeonato europeu em 2004 e ao quarto lugar na Copa do Mundo de 2006 com a “Família Scolari”, nome que também caracterizou a seleção brasileira campeã mundial em 2002. Há cinco meses, porém, o técnico deixou os lusitanos ‘órfãos’. E o substituto Carlos Queiroz tem encontrado problemas para restabelecer um conjunto de sucesso.

O ex-auxiliar de Alex Ferguson no Manchester United está pressionado pelo péssimo início de seu trabalho – é o terceiro colocado em seu grupo nas Eliminatórias para o Mundial de 2010, com apenas cinco de 12 pontos possíveis devido a tropeços como derrota para a Dinamarca nos acréscimos e empate sem gols com a Albânia, ambos em casa. Por isso, tenta tirar de si o foco das críticas e repassa aos jogadores e até à nação a responsabilidade de união no time nacional.

“O mais importante é trabalhar para ter sucesso. A família Scolari foi formada após muitos anos de seleção, e é o que eu quero fazer. Mas o mais importante não é a família Queiroz, mas a família dos torcedores portugueses”, disse Queiroz, tentando explicar aos brasileiros o que tem tido dificuldade para justificar aos portugueses. Para os dois países, a resposta tem sido um pedido de tempo para trabalhar.

Pelo menos no discurso, os novos comandados do treinador parecem dar apoio ao chefe na solicitação de paciência. “Portugal está em uma fase de mudança, com novos métodos de trabalho. Ainda estamos nos adaptando. Temos condições e vamos trabalhar para o melhor acontecer. Vamos evoluir e nos classificar para o Mundial”, prometeu Simão Sabrosa.

Até mesmo o maior astro português da atualidade sai em defesa do treinador. Sempre agradecido a Felipão, responsável por sua primeira convocação e por sua ascensão como ídolo no time nacional, Cristiano Ronaldo ressalta as qualidades de Queiroz, com quem conviveu no Manchester.

“O Scolari foi quem me lançou na seleção e é um técnico totalmente diferente. Os títulos dele falam por si mesmo. Mas o Queiroz também tem seu valor, é muito profissional. Sei disso porque já trabalhei com ele no Manchester. São dois técnicos que respeito muito. Tenho o maior apreço pelos dois”, enalteceu o atacante.

E é esta a base de sustentação de Queiroz, que já havia fracassado nos 11 meses em que comandou o Real Madrid entre 2003 e 2004, para repetir os bons resultados que teve na seleção sub-20 de Portugal em 1989 e 1991 – foi bicampeão mundial da categoria à frente de uma equipe que tinha Figo, Rui Costa e Fernando Couto.

“Às vezes não depende do planejamento e tenho que buscar opções. E nem sempre se tem o mesmo tempo que nos clubes. Mas tenho a minha responsabilidade”, assumiu o treinador, disposto a usar o amistoso desta quarta-feira, contra o Brasil, como uma chance de diminuir as cobranças sobre seu trabalho.

“Há incidentes, nem tudo acontece dentro do planejamento. Mas quero simular a equipe neste jogo com opções que posso ter no futuro. Claro, sem perder a nossa identidade”, assegurou Queiroz, que terá no banco de reservas do adversário no Bezerrão alguém que vive com ameaça similar de perder o emprego: o também contestado Dunga.

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