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17/11 - 18:26

No Pacaembu, gringos fazem firula sonhando com profissionalismo
Nesta segunda-feira, 42 ‘malabaristas’ com a bola disputaram a primeira fase da decisão do Red Bull Street Style, no Estádio do Pacaembu

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - No momento em que o futebol internacional tende para um estilo de mais pegada e marcação dura, alguns jovens estrangeiros tentam fazer uso da habilidade com a bola para realizarem o sonho de entrar para um grande clube. Mesmo oriunda de países em que o esporte de chuteiras possui pouco destaque, a molecada aposta no sucesso.

Nesta segunda-feira, 42 ‘malabaristas’ com a bola disputaram a primeira fase da decisão do Red Bull Street Style, no Estádio do Pacaembu. Dentre os atletas, com idades entre 14 e 33 anos, destacavam-se os representantes de países como El Salvador, Honduras, Panamá, Kuwait, Omã, Bósnia-Herzegóvina, Bahamas e Catar – de pouquíssima relevância no futebol mundial.

Além da habilidade nas embaixadas e a paixão pela bola, boa parte dos atletas têm outra coisa em comum: a vontade de ingressarem no futebol profissional. “É um grande sonho que eu quero realizar”, conta o panamenho Josué González, de 19 anos, que atualmente defende o Deportivo Águilas.

“Comecei jogando na minha rua com uns amigos quando pequeno. Mas obter destaque no Panamá é difícil, sei que preciso sair do meu país e vir para algum clube na América do Sul, possivelmente na Argentina”, completa. Palavras parecidas têm Mohammed Al-Hammad, do Kuwait. “Meu sonho é jogar o Campeonato Brasileiro pelo São Paulo”, revela o adolescente de 16 anos.

Já o finlandês Daniel Antman, também de 16 anos, tem pretensões ainda maiores. “Quero me tornar profissional e talvez jogar no Campeonato Espanhol”, complementa o escandinavo de 16 anos, que tem como maior ídolo o argentino Diego Armando Maradona.

Quem foi à procura de um grande clube no Brasil foi o caçula dos 42 competidores: o hondurenho Jonathan Matute, de 14 anos. O jovem latino, moreno e de cabelos pretos, veio a São Paulo acompanhado do “padrinho” – que não possui traços latinos e sim europeus (pele clara, olhos azuis, cabelo claro e inglês como língua nativa). E seu responsável inclusive quer aproveitar os próximos dias para que seu pupilo realize um teste em alguma equipe paulistana.

Curiosamente, quem não tem planos para se tornar um atleta profissional é o brasileiro Murilo Pitol. Aos 17 anos, o capixaba de Cariacica tem como meta se tornar engenheiro. “Nunca tive vontade de defender um clube, nunca corri atrás porque gostava mais da diversão. Estou realizando pré-vestibular para engenharia elétrica”, concluiu.


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