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Futebol

16/11 - 19:00

Fla goleia, segue vivo e afasta Palmeiras da briga pelo título

Goleada no Maracanã jogou Palmeiras para a quinta colocação, com 61 pontos; Flamengo chegou aos 63

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Depois de fraturar o braço em confronto com uma torcida organizada do Palmeiras no embarque para o Rio de Janeiro, Vanderlei Luxemburgo assistiu de tipóia e gravata verde à sua equipe ser goleada pelo seu time do coração neste domingo. Envolvido por Ibson, Marcelinho Paraíba e cia., o Verdão sai do Maracanã goleado por 5 a 2 e fora da zona de classificação para a Libertadores.

Veja os gols de Flamengo 5 x 2 Palmeiras

O tropeço no confronto direto por uma vaga entre os que jogarão a competição continental derrubou os campeões paulistas para o quinto lugar, estacionado nos 61 pontos. Os donos do título carioca, por sua vez, terminam a partida  com 63 pontos – ainda cinco atrás do líder São Paulo.

Agência Estado
Luxemburgo com o braço imobilizado
A mudança do antes pessimista panorama rubro-negro começou cedo, quando Marcelinho Paraíba abriu o placar aos dois minutos. Alex Mineiro empatou em cobrança de pênalti aos 12, mas Ibson recolocou o Fla à frente aos 21. Depois do intervalo, o mesmo Ibson fez mais dois, aos 11 e aos 19, e Kléberson fechou a goleada aos 24. Antes, aos 15, Kleber havia descontado para o Verdão.

O jogo 
Com uma tipóia apoiando o braço fraturado pelas agressões sofridas na sexta-feira, Wanderley Luxemburgo entrou no Maracanã sem nenhuma surpresa. Enquanto o técnico divulgava sua irritação com a organizada que o atacou, entrava em campo o mesmo time que havia treinado na véspera do treino secreto, com Fabinho Capixaba na vaga de Elder Granja.

No Flamengo, Caio Júnior também desfez um mistério já esperado e escalou Juan, dúvida até momentos antes da partida. Com isso, criou-se a expectativa sobre o duelo entre o lateral rubro-negro, um dos destaques do campeonato, e o antigo reserva palmeirense. Mas não houve tempo para se ver isto. Do outro lado, o Maracanã explodiu cedo com um gol.

Enquanto as equipes tentavam imprimir velocidade, a correria carioca deu certo devido à falha da defesa paulista. Com apenas dois minutos de jogo, Kléberson desceu à linha de fundo pela direita e cruzou. A bola atravessou toda a área até que Marcelinho Paraíba, na segunda trave, bateu firme de esquerda para abrir o placar.

A desvantagem nas primeiras movimentações do confronto enervou o já tenso Verdão. Diego Souza e Kléber tentavam resolver com arrancadas, mas esbarravam nos numerosos defensores escalados pelo antecessor de Luxemburgo. Em uma delas, no entanto, os visitantes se aproveitaram da deficiência dos zagueiros carioca.

Aos 11 minutos, Kléber tentava abrir espaço na área quando foi derrubado por Jaílton. Pênalti que Alex Mineiro cobrou com eficiência no canto de esquerdo de Bruno, que saltou para o outro lado. Era a chance de os alviverdes respirarem aliviados e tentarem administrar um Rubro-negro empolgado por sua torcida.

Com o empate, o que se viu foi uma igualdade também nas estratégias. A equipe que perdia a bola bloqueava a entrada da área com até dez jogadores atrás da linha da bola. E quem tentava assustar não achava espaço para arriscar nada, nem mesmo atacando com dez. O panorama era tão claro que Roque Júnior virou figura freqüente na intermediária flamenguista. Mas foi um zagueiro adversário que teve descida decisiva.

Aos 21 minutos, o Flamengo teve falta a seu favor e Obina cobrou rapidamente, com a bola oito metros à frente de onde ocorreu a infração. Na seqüência, Fábio Luciano arrancou pela esquerda, limpou Roque Júnior e cruzou para Marcelinho Paraíba, que dominou na área e rolou para Ibson. O meia passou aos trancos e barrancos por Jumar e desempatou, sob protesto alviverde.

Reclamação à parte, o Palmeiras se lançou ainda mais ao ataque. Quem passou a aparecer bem foi Fabinho Capixaba, que aparecia bem diante de um Juan visivelmente fora de sua forma. O lateral alviverde, porém, não conseguia fazer seus passes ultrapassarem o paredão rubro-negro. Sem alternativas, Kléber e Diego Souza corriam em busca de uma alternativa, mas também não conseguiam resolver.

Até o final do primeiro tempo, o Verdão não conseguiu escapar da retranca. Na única chance que teve, perdeu por falta de objetividade de Leandro. Aos 44 minutos, Diego Souza aproveitou passe errado, arrancou pela direita e cruzou na segunda trave. Livre, Leandro dominou, a bola caiu na perna direita e o camisa 6, mesmo à frente do gol, preferiu tocar no meio da área e perder a bola.

Na volta do intervalo, o desaparecido Juan foi sacado por Caio Júnior para a entrada do meia-atacante Everton, e o lado esquerdo rubro-negro ganhou força, apoiando a direita já bem trabalhada com Leonardo Moura e Kléberson. Neste panorama, apareceu o grande nome da partida: Ibson.

O meia passou a ditar o ritmo de jogo e o primeiro beneficiado foi Obina, que parou em grande defesa de Marcos e chutou rente à trave direita com menos de cinco minutos. Na seqüência, o goleiro interveio outra vez afastando rebote de Ibson.

Acuado, o Palmeiras ainda respirou em chute de longe de Martinez, mas não pôde conter Ibson. Aos 11 minutos, Leonardo Moura ganhou de Roque Júnior na corrida pelo meio e tocou por trás de Pierre para o camisa 7 fazer um golaço tocando de primeira no ângulo esquerdo de Marcos.

Quatro minutos depois, o Verdão voltou a ter esperanças quando Martinez cruzou na medida para Kléber subir sozinho na pequena área e descontar. O alívio, porém, durou pouco. Aos 19, uma tabela entre Kléberson e Ibson resultou no terceiro gol do camisa 7. E um novo golaço: o meia completou cruzamento rasteiro do companheiro com um toque de letra na pequena área.

Após o quarto gol, os comandados de Luxemburgo tentaram até assustar com duas boas cabeçadas de Alex Mineiro e Roque Júnior, mas qualquer tentativa foi por água abaixo aos 24 minutos. Ibson, mais uma vez, puxou contra-ataque, chutou mal, mas no rebote Fábio Luciano cruzou para Kléberson cabecear sem chances e selar a goleada rubro-negra.

Ao Palmeiras, restou administrar seus nervos para não receber cartões desnecessários que complicassem a vaga na Libertadores. E também ouvir os gritos de “Créu” e “Olé” da massa rubro-negra até o apito final.

Agora, os campeões paulistas se preparam para voltar à zona de classificação da Libertadores e têm como compromisso o lanterna Ipatinga, adversário do próximo domingo no Palestra Itália. Já o Flamengo mantém esperanças de título em confronto com o Cruzeiro, no mesmo dia, no Mineirão.

FICHA TÉCNICA (Veja como foi o jogo lance a lance)
FLAMENGO 5 X 2 PALMEIRAS

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 16 de novembro de 2008, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa-RS)
Assistentes: Milton Otaviano (Fifa-RN) e Alessandro Matos (Fifa-BA)

Cartões amarelos: Airton (Flamengo); Gustavo (Palmeiras)

Gols: FLAMENGO: Marcelinho Paraíba, aos dois, e Ibson, aos 21 minutos do primeiro tempo; Ibson, aos 11 e 19, e Kléberson, aos 24 minutos do segundo tempo; PALMEIRAS: Alex Mineiro (pênalti), aos 12 minutos do primeiro tempo; Kléber, aos 12 minutos do segundo tempo

FLAMENGO: Bruno; Jaílton, Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Airton, Ibson (Maxi Biancucchi), Kléberson e Juan (Éverton); Marcelinho Paraíba (Toró) e Obina; Técnico: Caio Júnior

PALMEIRAS: Marcos; Gustavo, Roque Júnior e Martinez (Sandro Silva); Fabinho Capixaba (Evandro), Jumar (Maicosuel), Pierre, Diego Souza e Leandro; Kléber e Alex Mineiro; Técnico: Wanderley Luxemburgo

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