iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Futebol

16/11 - 17:20

Luxemburgo: “Se tiver que sair na porrada de novo, saio”

"O que aconteceu foi uma covardia, uma tocaia. Não pode passar em branco", reclamou o técnico do Palmeiras

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - O técnico Vanderlei Luxemburgo subiu ao gramado do Maracanã, neste domingo, com uma tipóia no braço direito e uma gravata verde. Antes de comandar o Palmeiras contra o Flamengo, seu time de coração, ele mais uma vez repudiou as agressões que sofreu de uma torcida organizada no aeroporto de Congonhas. Prometeu combater os “vândalos” judicialmente e com mais violência.

Agência Estado
Luxemburgo com o braço imobilizado
“Vou até aonde tiver que ir com isso. A relação com a torcida do Palmeiras é maravilhosa, porque ela é maior do que uma Mancha Verde. Com vândalos, não. Não quero sair de casa escondido. Fui agredido. Se tiver que sair na porrada de novo, saio”, ameaçou Luxemburgo.

O técnico do Palmeiras conhece bem seus agressores. Quando deixou o Santos, por exemplo, confirmou que ajudava financeiramente desfiles carnavalescos de torcidas organizadas dos grandes clubes de São Paulo. O desafeto Emerson Leão já classificava os grupos como “turma do Carnaval”, em referência a Luxemburgo, antes mesmo de sofrer agressões na Vila Belmiro.

“Ninguém deve perguntar do meu relacionamento com torcida agora”, reviu seus conceitos Luxemburgo. “É preciso lutar contra essas atitudes de vândalos. Sou profissional. E o Palmeiras é muito maior do que isso. Conta com mais de 10 milhões de torcedores. Não vai ser um ex-chefe de torcida ou 20 ou 30 vândalos que irão me amedrontar e tirar do sério. O que aconteceu foi uma covardia, uma tocaia. Não pode passar em branco”, protestou.

Ameaça de morte – O entrevero entre Vanderlei Luxemburgo e a principal torcida organizada do Palmeiras atingiu também dirigentes. O diretor de futebol Savério Orlandi não presenciou a briga no aeroporto de Congonhas, porém sofreu as conseqüências.

“Recebi uma ameaça anônima de morte e lamento que isso tenha ocorrido. Foi falada no calor da situação pelo torcedor, mas não vai abalar a minha confiança. Estou tranqüilo com o trabalho que fazemos no Palmeiras e não vou sucumbir a esse tipo de pressão de uma minoria. A grande maioria está conosco”, discursou Orlandi, que também denunciará o caso ao Ministério Público.


Leia mais sobre:



Alerta de Gols Receba notícias pelo seu celular

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Gazeta Press

Sem medo
Com braço imobilizado, Luxemburgo afirma que não irá sair de casa escondido após briga

Topo