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Futebol

16/11 - 21:50, atualizada às 08:14 17/11

Ameaçado de nova agressão, Luxemburgo cobra “direito de cidadão” após jogo

Torcedores que agrediram o treinador na sexta-feira prometem repetir a dose quando o Palmeiras regressar

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - O Palmeiras nem teve muito tempo para assimilar a goleada por 5 a 2 sofrida neste domingo diante do Flamengo e já teve de lidar com a ira de sua torcida. De acordo com Vanderlei Luxemburgo, os mesmos membros de uma organizada que fraturaram seu braço na sexta-feira, no embarque ao Rio de Janeiro, prometiam repetir a dose neste domingo, na saída da capital carioca ou na chegada a São Paulo. A ameação não se concretizou, mas assustou o time alviverde. 

Quem mais ficou revoltado foi o treinador. Com o braço direito apoiado em uma tipóia, o comandante avisa que o problema não é apenas no futebol. “Onde está o direito do cidadão brasileiro? Está bem assim: você é um trabalhador, paga imposto e tem que contratar segurança particular, blindar seu carro para evitar problemas. Se você trabalha no futebol e não ganha um campeonato ou um jogo, fica arriscado a sofrer a tocaia, a emboscada que armaram”.

A indignação do treinador com a situação precedeu a confusão que gerou a lesão. Ao chegar no Aeroporto de Congonhas, Luxemburgo foi informado de que haviam pessoas suspeitas e ouviu de dos policiais a sugestão para que fosse a uma sala, enquanto o ônibus com a delegação desembarcaria em local mais seguro. Recusou a ajuda e entrou em confronto ainda no saguão.

“Se o delegado identificou que eles iam criar conflito, tem que botar para fora, saber o que estão fazendo. E não tentar me levar para uma sala ou outro lugar”, ainda reclama. “O direito de cidadão acabou. Se o Ministério Público e o governo federal não mexerem na lei para identificar e afastar estes torcedores, estamos roubados. Vamos ter que quebrar o braço porque sai na porrada com um ou outro e daqui a pouco tem tiro, facada...”, alerta.

A ira de Luxemburgo contra seus agressores deve ter novos episódios nesta terça-feira, quando ele deve prestar depoimento e acusar membros da organizada que identificou na confusão. O técnico promete ir “até o fim” contra a facção que já havia causado a saída de Tite, em 2006, após uma derrota para o Santa Cruz que deixou o Verdão próximo da zona de rebaixamento naquele Brasileiro. “É lamentável. Nas outras vezes que aconteceu com outros eu mostrei que repudio, como esta mesma torcida fez com o Tite”, relembra.

E é sob este clima que o Palmeiras tenta trabalhar para enfrentar o Ipatinga no próximo domingo, no Palestra Itália, quando uma vitória garante a volta ao G-4. Luxemburgo até se confunde sobre a data do confronto com os mineiros em meio ao discurso de discordância ao ato de alguns torcedores palmeirenses.

“Perdemos hoje (domingo), mas temos um jogo quarta-feira que pode nos fazer voltar à zona da Libertadores. Nosso projeto era ganhar o Paulista, que o clube não ganhava há muito tempo, e entrar na Libertadores. Temos condições de cumprir, mas estamos sofrendo ameaças, agressão, pressão. Fazer o quê?”, encerra.


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Gazeta Press

Sem "emboscada"
Apesar do temor de Luxemburgo, torcida organizada não causou confusão em São Paulo

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