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Futebol

15/11 - 17:08

Palmeiras garante: relação com Luxemburgo não muda

"É uma injustiça esta cobrança, ainda temos chances reais de título", afirmou o diretor de futebol Savério Orlandi

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Os revoltados associados de uma torcida organizada que agrediram Vanderlei Luxemburgo nessa sexta-feira não afastarão o técnico do Palmeiras. Esta é a posição dos diretores que acompanham a delegação que está no Rio de Janeiro e foi surpreendida com a presença de 20 palmeirenses no Aeroporto de Congonhas.

Após mostrar escoriações resultantes da confusão, o treinador seguiu recomendação do médico Rubens Sampaio e nem compareceu ao treinamento deste sábado em General Severiano, último da equipe antes do decisivo duelo contra o Flamengo neste domingo. O comandante se diz “chateado” com a situação, mas isso não deve significar sua saída do Palestra Itália.

“Ele ficou magoado com este episódio. É uma injustiça esta cobrança, ainda temos chances reais de título. Mas, mesmo ele estando profundamente chateado, isso não abalou nosso relacionamento com ele. O Vanderlei ainda acredita neste trabalho”, garantiu o diretor de futebol Savério Orlandi, crente de que nada afetará a ânsia alviverde de manter as chances de conquistar o Brasileiro.

“Nós repudiamos esta atitude, foi algo reprovável, um ato despropositado. Mas o Palmeiras não sucumbirá à pressão. Fizemos planejamento de conseguir um título e ir para a próxima Libertadores. Estamos dentro disso, pois vencemos o Paulista e também temos chances no Brasileiro”, apontou o dirigente.

Tanto Savério quanto Genaro Marino, outro responsável pelo departamento de futebol do Verdão, estão no Rio de Janeiro com a delegação. Ambos, porém, não embarcaram no mesmo horário que comissão técnica e jogadores, e por isso não presenciaram a confusão. Mesmo assim, vêem ação premeditada dos revoltosos.

“A torcida não tinha que estar lá. O que aconteceu transbordou o limite do razoável e só prejudica o clube. E parece que foi algo orquestrado, não foi por acaso”, criticou Savério, irritado principalmente por, segundo o próprio diretor, ninguém da torcida organizada ter tentado conversar antes de partir para as agressões.

“Nossa diretoria sempre foi aberta ao diálogo mesmo que seja para ouvir críticas, mas não como foi ontem (sexta-feira). Se eles tivessem interesse em conversar, teriam procurado outra via. Eles estavam em um local público e poderia ter acontecido também algo com outras pessoas que estavam lá”, argumentou.

De qualquer maneira, os dois diretores conversarão com o vice-presidente de futebol e principal defensor de Luxemburgo no clube, Gilberto Cipullo, sobre um possível reforço na segurança no retorno à capital, principalmente do técnico. Aumentar o aparato antes do entrevero, contudo, era impossível na opinião de Savério. “A delegação já tinha chegado quando ficou sabendo da torcida e não deu tempo de fazer nada”, justificou.


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