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Futebol

15/11 - 22:03

Estevam culpa falhas individuais por segundo tempo ‘atípico’
"Pagamos caro porque erramos feio no primeiro gol. Com o primeiro gol, automaticamente você incentiva a torcida e fica difícil segurar”, disse o comandante da Lusa

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - O ânimo demonstrado pela Portuguesa com apresentações que convenceram Estevam Soares nas últimas rodadas inverteu-se completamente no Maracanã. A derrota por 3 a 1 para o Fluminense aconteceu com uma virada traçada principalmente na queda do rendimento lusitano no segundo tempo. Culpa de falhas individuais, na opinião do treinador.

De acordo com Estevam, sua equipe só repetiu o futebol do empate por 2 a 2 com o Flamengo e a derrota por 3 a 2 para o São Paulo nos primeiros 45 minutos deste sábado, quando seguiu para o intervalo vencendo por 1 a 0. Depois disso, as falhas na zaga, que teve até Halisson expulso, determinaram o tropeço que mantém a Lusa na zona de rebaixamento.

“As falhas individuais são passíveis e normais, mas acabou facilitando as coisas para o Fluminense. Pagamos caro porque erramos feio no primeiro gol. O Fluminense saiu no primeiro tempo debaixo de vaias, com a torcida pedindo garra e raça. Com o primeiro gol, automaticamente você incentiva a torcida e fica difícil segurar”, explicou o comandante.

A principal revolta está em um lance envolvendo Aderaldo (substituto do suspenso Bruno Rodrigo). Aos seis minutos do segundo tempo, o zagueiro demorou para cortar lançamento do Fluminense e deu tempo para Maicon driblá-lo e tocar para Washington empatar a partida. Ao final do jogo, o próprio Aderaldo disse na saída do campo que o time relaxou, mas foi extremamente reprovado pelo chefe.

“A palavra certa não é ‘relaxar’. A Portuguesa foi displicente em alguns lances, inclusive no primeiro gol. Pedimos muito no intervalo: ‘Rapaziada, não vamos nos apertar. Se não tem jogo curto, faz a bola de segurança na frente’”, contou o técnico, que confiava em manter a vitória parcial antes do erro de seu defensor – mesmo com as decisivas entradas de Tartá e Maicon no Fluminense. “As mexidas do René (Simões, técnico do Fluminense) foram importantes, colocando dois jogadores rápidos, fortes, abertos. Mas taticamente, até os seis minutos, tínhamos tudo controlado. O Patrício estava marcando o Tartá, o Erick saiu para marcar o Maicon. Só estava com dificuldade com o Wellington Monteiro, que o Athirson estava marcando de longe, mas isso é uma coisa corrigível”, relembrou, visivelmente desapontado com o que viu na etapa final deste sábado.

“Nós dominamos o primeiro tempo, fomos bem em todos os aspectos. A Portuguesa fez o que quis e poderia ter matado o jogo com um pouco mais objetividade. Jogamos muito melhores, mas não soubemos traduzir isso em dois ou três gols. Já o segundo tempo foi diferente de tudo que temos feito nas últimas partidas. Sabíamos que o Fluminense ia vir para cima e não soubemos neutralizar o ímpeto deles”, lamentou.

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