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13/11 - 19:21

Wortmann se indigna: “Sempre acusar gaúchos também é racismo”

Treinador se enervou com críticas que clube e torcedores estão recebendo pelos gritos racistas proferidos a Felipe

Gazeta Esportiva

CAXIAS DO SUL - De tom de voz baixo e declarações comedidas, o técnico do Juventude, Ivo Wortmann, fugiu de suas características nesta quinta-feira. Com um discurso forte, o treinador mostrou sua indignação com as críticas que o clube e os torcedores estão recebendo devido aos gritos racistas proferidos ao goleiro do Corinthians Felipe, ocorridos na quarta-feira.

Wortmann lembrou que o alviverde é um grande anfitrião e recebe muito bem seus adversários no Alfredo Jaconi. Ele acredita que as acusações recebidas são injustas e saiu em defesa do clube.

“Fiquei chocado ao ouvir que é costume esse problema de racismo aqui. Isso não existe. Precisamos acabar com a hipocrisia no futebol brasileiro. Já escutei em vários lugares esse preconceito em relação aos gaúchos. Isso também é racismo. É melhor parar com isso aí. O povo de Caxias e o Juventude não merecem que falem nisso”, afirmou.

Esta não é a primeira vez que o esmeraldino enfrenta problemas relacionados com o racismo. Em 2006 o fato ocorreu duas vezes. A primeira foi em partida diante do Inter, quando a cada vez que o colorado Tinga tocava na bola, a papada, como é chamada a torcida do Juventude, imitava sons emitidos por macacos. Logo em seguida, o volante Jeovânio, do Grêmio, foi ofendido pelo zagueiro Antônio Carlos, atualmente dirigente do Corinthians.

O ato dos torcedores pode render pena severa ao clube gaúcho. O Juventude pode ser enquadrado nos artigos 187 (ofensas morais) e o 213 (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto) do Código Brasileiro de Justiça Esportiva. O alviverde pode ser penalizado com o pagamento de multa que varia entre R$ 10 mil e R$ 200 mil ou até mesmo ser excluído da Série B.


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