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12/11 - 10:09

Jogadores reclamam de propostas de antidoping na Inglaterra
A FA quer aumentar o número de atletas submetidos a testes após as partidas

Gazeta Esportiva

LONDRES (Inglaterra) - A PFA, associação que representa os jogadores profissionais de futebol da Inglaterra, quer evitar a mudança dos procedimentos para os testes antidoping no país. A possível proposta vai de encontro aos planos da Associação Inglesa de Futebol (FA), que anunciou nesta terça-feira a intenção de realizar exames mais rigorosos com os jogadores após as partidas no país.

A FA quer aumentar o número de atletas submetidos a testes após as partidas – atualmente, dois. De acordo com a nova política, criada pelo próprio órgão e pela UK Sport (agência do governo britânico responsável pela administração esportiva), um grupo de 30 jogadores será testado pelo menos cinco vezes durante um ano após as partidas, podendo ser submetidos a exames até mesmo em suas casas.

A possibilidade assustou Gordon Taylor, presidente da PFA. “Sentimos que a privacidade do jogador seria invadida”, disse Taylor. “Se reclamarmos de algo relativo aos exames antidoping, as pessoas vão pensar que temos algo a esconder. Mas o histórico do futebol é extremamente positivo. Nas últimas décadas, não há uma constante de performances de jogadores que usem drogas para alterar seus desempenhos”, alegou.

Ainda segundo Taylor, a FA precisa tomar medidas referentes ao assunto, mas as propostas devem ser repensadas. “Nós gostamos do fato de o futebol ser um esporte muito assistido e queremos cooperar, mas não podemos tratá-lo da mesma maneira que esportes individuais que tem problemas com doping, como atletismo, ciclismo e levantamento de peso”, completou o presidente da PFA.

Uma das propostas mais polêmicas da FA envolve um relatório diário de cada jogador, no qual ele revelaria onde passou uma hora de seu dia, independente de jogar ou não. Até mesmo a UK Sport admite a controvérsia do assunto, mas se mostra de mãos atadas e garante precisar de alguma orientação a respeito do que os jogadores fazem fora de campo.

“Os jogadores têm o direito de fazer o que quiserem no verão, quando desaparecem do nosso radar”, disse Andy Parkison, diretor de operações da UK Sport. “Não estamos discutindo isso. Mas quando a Inglaterra não se classificou para a Eurocopa (deste ano), os jogadores não deram as caras por seis semanas, até os treinos de pré-temporada. Algo poderia ter sido feito”, completou.


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