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Futebol

06/11 - 10:03

Fabiano Eller não guarda mágoas do Vasco

Jogador deixou a equipe em em 2002, devido a problemas de salários atrasados, mas agradece ao clube

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - O zagueiro Fabiano Eller, revelado no Vasco em 1997, está pronto para enfrentar o seu ex-time neste sábado, em São Januário, defendendo a camisa do Santos. Para o defensor, que saiu do clube da Colina em 2002, devido a problemas de salários atrasados, isso não afeta em nada a sua gratidão pela equipe que o revelou.

"Eles gostam muito de mim e eu deles (funcionários e torcedores do Vasco). Sempre quando eu vou lá, sou muito bem tratado e respeitado. Eles sabem que, apesar de ter saído de lá em litígio com o clube, eu tenho o maior carinho pelo Vasco e não guardo mágoas", confessou.

'Foi lá que o meu trabalho começou a aparecer e ajudei o time a conquistar muitos títulos˝, completou Eller, que defendeu os cruzmaltinos nos títulos do Brasileirão de 1997, Taça Libertadores da América de 1998 e Copa João Havelange de 2000, entre outros.

Mesmo demonstrando ter respeito pela agremiação que o projetou para o futebol nacional, o jogador lembrou as dificuldades que passou no Vasco, devido aos atrasos nos pagamentos de salários. Na época, por ter sido promovido das categorias de base, Eller não tinha um dos salários mais altos do grupo.

O atleta, que recebia R$ 5 mil mensais, chegou a ter o seu telefone fixo cortado. Com uma dívida de R$ 35 mil, o zagueiro tentou até vender camisas que trocava nos jogos, anonimamente na internet.

˝Foi uma crise financeira muito grande. O Vasco havia montado um elenco muito caro em 2000 e, por isso, ficamos praticamente mais de um ano sem receber. Muitos jogadores tiveram que pedir empréstimo em banco. Foi triste˝, revelou o jogador, que lembrou da ajuda dos amigos neste período complicado de sua carreira. ˝Um amigo, que é o meu padrinho de casamento, era quem abastecia o meu carro para eu poder ir treinar˝, lembrou.

Sem receber seus ordenados, o defensor não viu outra opção a não ser entrar na Justiça pedindo a sua liberação do Vasco. ˝ Eu me vi numa situação em que eu não tinha nada a perder. Até nisso dei azar, pois o julgamento teve que ser adiado porque o fórum pegou fogo˝, lembrou, de forma descontraída.

Apesar da liminar obtida, Eller ficou um bom tempo desempregado. ˝Muitos clubes tinham respeito pelo Eurico (Miranda) e acabavam não me contratando. Então, além do tempo sem receber, fiquei mais uns três ou quatro meses sem jogar. Depois, surgiu o interesse do Palmeiras, com o Wanderley (Luxemburgo). Foi a minha salvação˝, concluiu.


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