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28/10 - 10:45

Alex Ferguson diz que declarações podem fazer Blatter perder credibilidade

Técnico lembrou das palavras de Blatter com relação à "novela" da última pré-temporada européia

EFE

MANHESTER (Inglaterra) - O técnico Alex Ferguson, do Manchester United, teme que o suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, prejudique sua própria credibilidade por algumas "declarações ridículas" feitas no passado.

Como exemplo, Ferguson citou a comparação feita por Blatter há alguns meses, quando se referiu à disputa entre o clube inglês e o Real Madrid pelo passe do meia-atacante português Cristiano Ronaldo como um sistema de "escravidão moderna".

Agora, em entrevista concedida à revista "GQ", reproduzida hoje pelo jornal britânico "The Times", Ferguson lembra, entre outros assuntos, as palavras de Blatter com relação à "novela" da última pré-temporada européia.

Em julho, o presidente da Fifa defendeu que o Manchester permitisse a saída de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid, clube que expressou insistentemente um grande interesse na contratação do jogador.

Diante da firme e reiterada recusa do clube inglês em aceitar a proposta do Real Madrid, Blatter chegou a insinuar que os jogadores eram tratados como "escravos" por seus clubes - uma declaração considerada infeliz, que gerou polêmica na imprensa.

"Acho que Blatter corre perigo, chegou ao ponto de ser ridicularizado dentro do futebol. Não sei se está ficando muito velho", ironizou Ferguson.

Sobre isso, o escocês comentou que às vezes "acontecem algumas coisas às pessoas que têm poder. É só ver esses déspotas que há na África", diz o treinador, logo ressaltando que não está comparando Blatter a um ditador.

"O que estou dizendo é que, diante de sua posição de poder, Blatter fez tantas declarações ridículas que corre o sério risco de prejudicar sua credibilidade".

Além disso, o escocês admitiu que o clube inglês "esperava" que o Real Madrid tentasse contratar Cristiano Ronaldo após o interesse demonstrado pelo lateral-esquerdo argentino Gabriel Heinze na temporada anterior.

"Para mim, o caso de Ronaldo foi diferente porque já o esperava e não me surpreendeu. Quando vendemos Heinze ao Real Madrid, sabíamos que isto aconteceria, e acho que o interesse deles não era pelo argentino - apesar de ele ser um bom jogador -, mas o objetivo final era o português. 


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