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Futebol

23/10 - 17:45

Opositor pede fim de 'gasto kamikaze' no Corinthians

Antonio Roque Citadini aconselhou cuidado especial com a sede social do Corinthians

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Antônio Roque Citadini já não considera a dívida do Corinthians (que ultrapassa R$ 90 milhões) uma “balela”, conforme classificou em julho. Preocupado com a crise econômica mundial, o presidente do Conselho de Orientação (Cori) do clube e oposicionista da atual gestão recomenda o presidente Andrés Sanchez a “adotar o quanto antes medidas para proteger-se dos grandes obstáculos que enfrentará”.

Em texto publicado nesta quinta-feira no seu blog, Citadini aconselhou cuidado especial com a sede social do Corinthians. “Creio que nessa hora de incerteza o Clube deveria adotar – o quanto antes – medidas de contenção de despesas, a começar pelo Clube Social, que tanta despesa dá, tornando-se num buraco sustentado pelo futebol”, reclamou o conselheiro.

No mesmo dia, a diretoria do Corinthians divulgou mais um gasto no Parque São Jorge. Instalará dois novos toboáguas nas piscinas do clube. “O primeiro é conhecido como ‘Kamikaze’ e propicia uma queda única, a uma altura de cerca de nove metros. O segundo, batizado pelo clube de ‘Tobo 77’, em homenagem ao título Paulista de 1977, será todo preto e branco e terá 77 metros de pista com quatro curvas completas, o que resultará em uma descida bastante emocionante”, anunciou o site oficial do clube, segundo o qual “as atrações cairão no gosto da garotada”.

Ainda de acordo com o comunicado, os recursos para o ‘Kamikaze’ do Corinthians provêm “da boa administração do clube, ao corte de despesas e ao aumento da receita com a escolinha de natação [o número de alunos matriculados subiu de 527 no ano passado para 730 em 2008]”. O departamento de esportes aquáticos alega, por fim, economia com a compra de cloro para as piscinas, produto que custava mensalmente cerca de R$ 70 mil quando Alberto Dualib era presidente e caiu para menos de R$ 20 mil.

Ao analisar a crise internacional, Citadini reconhece que “o Corinthians é dos grandes clubes o que tem melhores condições de atravessar a turbulência, posto que sua dívida, especialmente bancária, é pequena; resolveu e pagou muito do passivo trabalhista; e teve um substancial crescimento nas receitas com publicidade na camisa, arrecadação etc.”. Mas ressalva que nem por isso o clube deixará de ser “duramente atingido” e precisa “equilibrar as finanças” para evitar estratégia kamikaze administrativamente.

Incomodado com a dívida que herdou, o presidente Andrés Sanchez já chegou a falar até em acender velas e orar para São Jorge, padroeiro da equipe, além de pedir “receitas mágicas” para sanar os problemas financeiros do Corinthians. No início da semana, o técnico Mano Menezes garantiu que o departamento de futebol receberá investimentos em 2009: “O Corinthians sem dinheiro ainda tem bastante dinheiro”.

Leia também:
Citadini contesta dívida e repudia orações de Sanchez (29/07/2008)
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