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Futebol

23/10 - 14:50

Crise financeira emperra pagamento de salários no Botafogo

"Estamos correndo atrás para pagar, como sempre fizemos”, garantiu o presidente do clube, Bebeto de Freitas

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, apontou a crise financeira mundial como um dos fatores responsáveis pelo atraso no pagamento dos salários dos jogadores do clube.

“Existem atrasos salariais, mas não antecipamos as receitas todas como estão dizendo. No mercado não estamos conseguindo recursos por causa da crise financeira. Tínhamos uma operação feita com um banco, que trabalhava com a gente há quatro anos, só que com a crise tudo foi mudado e não tivemos condições de concluir essa operação”, explicou Bebeto de Freitas, garantindo que a diretoria botafoguense está tentando arcar com seus compromissos.

“Todos sabem que o Botafogo só tem condições de pagar dia 20 e por isso estamos com dois meses atrasados. Estamos correndo atrás para pagar, como sempre fizemos”, garantiu.

O dirigente ainda afirmou acreditar que não está faltando empenho por parte dos jogadores em virtude dos atrasos salariais.

“Esse grupo do Botafogo não merece esse tratamento de que não estão ligando para o time. Perdemos o título carioca com os salários em dia e com o Flamengo atrasando dois meses. Confio nesse plantel”, assegurou Bebeto à Rádio Brasil.

Eleição: Nesta sexta-feira termina o prazo para inscrição de chapas nas eleições do Botafogo, marcada para 27 de novembro.

Não será nenhuma surpresa se um dos candidatos em questão, Marcos Portella, que representa o Movimento Carlito Rocha e tem o apoio do presidente Bebeto de Freitas, ou Maurício Assumpção, ligado ao grupo de oposição, desista da disputa em favor do outro para gerar um clima de consenso em um momento de crise. As duas partes evitam comentar o episódio, já que qualquer anúncio oficial neste sentido só será feito nesta sexta-feira.

Carlos Augusto Montenegro, o empresário Manoel Renha, que esteve ao lado de Bebeto ao longo de vários anos, e Cláudio Good, vice-presidente geral, estão apoiando Maurício Assumpção. Mas Montenegro e Good tentam convencer Bebeto a se juntar a sua chapa e acenam com a possibilidade de oferecer cargos ao outro grupo em troca de apoio. A meta é gerar uma chapa única, forte, com apoio de todas as correntes políticas do clube com o objetivo de enfrentar as dificuldades financeiras que estão por vir.

Existe um temor de que, com Bebeto de um lado e Montenegro do outro, o Botafogo possa sofrer uma séria divisão política. Mas tanto Assumpção, quando Portella, garantem que a eleição será respeitosa e que a chapa perdedora será chamada a colaborar com quem conseguir o direito de administrar o Botafogo a partir de janeiro de 2009.

A tendência é que Portella venha como vice na chapa de Assumpção. A eleição está marcada para a sede de General Severiano e existe a expectativa de ser realizada com a ajuda de urnas eletrônicas. O Alvinegro planeja pedir emprestado, nos próximos dias, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) alguns dos equipamentos que estão sendo usados nas eleições municipais na capital carioca.


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