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23/10 - 00:49

Ambição do Zenit na Liga dos Campeões parece perdida no caminho
Nem todo dinheiro da Gazprom foi suficiente para fazer o Zenit sonhar com a vaga na próxima fase da Liga dos Campeões

Trivela.com

SÃO PETERSBURGO (Rússia) - Durou pouco a ambição do Zenit, na prática, apenas três rodadas. Foi o tempo necessário para o time, com ambições maiores na Liga dos Campeões, ficar praticamente eliminado da competição. Derrotas para Juventus e Real Madrid e nesta semana um decepcionante empate em 1 a 1 com o BATE Borisov deixaram o time na última colocação do grupo H, carente de um milagre.

Para piorar ainda mais o cenário do Zenit, a situação da equipe na Premier Liga russa não é das melhores. O título é algo impossível, mas a classificação para a próxima Liga é o objetivo maior do time. No entanto, um empate em 2 a 2 com o Spartak Nalchik na última rodada fez com que o Zenit permanecesse em sexto lugar, mas agora com 38 pontos, seis atrás do Dynamo Moscou, terceiro colocado e com vaga na fase preliminar da Liga. Faltam apenas cinco rodadas para o término da competição.

Assim, o futuro do Zenit, que parecia brilhante há algumas semanas, já começa a se desenhar de uma forma não tão amistosa. Para completar, a permanência de Dick Advocaat no comando do time é uma incógnita. O técnico holandês, que tem contrato até o final do ano, não deve ter ganas para continuar, até porque ele já queria ter saído no começo da temporada, e não o fez pela montanha de dinheiro oferecida. Porém, agora, dificilmente ele seguirá no estádio Petrovski.

Contra o BATE, foi impressionante a forma como o Zenit perdeu gols, algo constante nesta Liga dos Campeões. O time russo foi superior ao bielo-russo do início ao fim, mas pecava muito na marcação dos contra-ataques. Arshavin, Tekke e companhia cansaram de desperdiçar chances na cara do gol. Enquanto o BATE soube aproveitar as raras chances que teve e conseguiu abrir o placar no início da segunda etapa.

Desesperado, Advocaat lançou a campo todas suas opções ofensivas, incluindo Pavel Pogrebnyak que começou no banco. No final, o gol de empate saiu do contestado atacante turco Tekke, mas não foi o suficiente para tirar do ar a sensação de decepção.

A torcida que lotou as arquibancadas não esperava outro resultado que não fosse a vitória, e por mais que o BATE tenha se esforçado, o Zenit merecia esse triunfo. Assim como nas outras partidas, os jogadores deixaram o gramado sentindo que poderiam ter feito melhor, mas o peso da participação na Liga dos Campeões foi sentido. Não há outra forma de se explicar essa campanha pífia do Zenit. Futebol para ir longe no torneio o time tinha.

Com apenas um ponto ganho em três jogos, atrás de BATE (2), Real Madrid (6) e Juventus (7), cabe ao Zenit lutar para seguir com seu sonho na Copa Uefa, um terreno de batalha mais conhecido dos russos.

Já os ucranianos
Dynamo Kiev e Shakhtar Donetsk vivem situações opostas na LC. Enquanto o primeiro, surpreendentemente, vai muito bem, o segundo, mais uma vez, decepciona. Pelo menos essa é a análise ao fim do primeiro turno dessa fase de grupos da Liga dos Campeões.

Jogando no Estádio do Dragão, o Dynamo venceu o Porto por 1 a 0 e assumiu o segundo lugar do grupo G, com cinco pontos e ainda invicto. Está atrás somente do Arsenal (7) e à frente do próprio Porto (3) e Fenerbahçe (1). Como a equipe ainda enfrenta os portugueses e os turcos em casa no segundo turno, a situação para os ucranianos está bem confortável.

A vitória desta semana foi a primeira fora de casa na LC desde a temporada 2004/05, graças ao golaço de falta de Aliyev, ainda no primeiro tempo, que garantiu os três pontos e muita pressão do adversário.

Por outro lado, o Shakhtar sofreu um tremendo revés em casa nesta semana. A vitória do Sporting, em Donetsk, por 1 a 0, colocou a equipe lisboeta com uma boa vantagem sobre os ucranianos, na briga pela segunda vaga do grupo C – Barcelona lidera com nove pontos, seguido de Sporting (6), Shakhtar (3) e Basel (0).

O gol de Liédson, aos 31 minutos do segundo tempo, foi uma injustiça pelo maior volume de jogo dos donos da casa. Sem contar as inúmeras chances desperdiçadas pelo boliviano Marcelo Moreno.

No final das contas, o saldo soviético na Liga dos Campeões não é dos melhores, mas vale pela recuperação e bom momento do tradicional Dynamo Kiev.

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