iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Futebol

20/10 - 10:50

Clássico gerou agressão até de Alex Mineiro, mas Verdão minimiza

Até o 'pacífico' atacante Alex Mineiro se envolveu em uma confusão com o zagueiro Rodrigo, no clássico quente

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Poucas vezes um clássico entre Palmeiras e São Paulo foi tão acirrado dentro de campo quanto o que ocorreu nesse domingo no Palestra Itália. O jogo, decisivo para manter ambos na briga pelo título brasileiro, teve como destaque não só o empate por 2 a 2, mas também um excesso de faltas e disputas de bola que resultaram em sete cartões amarelos e três vermelhos. E poderia ser mais.

A rivalidade em campo atingiu até mesmo o sempre pacífico Alex Mineiro. Aos cinco minutos do segundo tempo, o atacante recebeu entrada dura de Rodrigo, o árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho ignorou e o artilheiro ficou no chão. O jogo prosseguiu. O camisa 9 do Verdão levantou, foi em direção de Rodrigo, que já estava de costas, e ergueu o cotovelo para acertar com força a nuca do zagueiro.

Gazeta Press
Alex Mineiro acerta a nuca de Rodrigo, em mais um lance quente no Palestra


Surpreendido, e sem entender a reação, o tricolor caiu no chão desnorteado. A partida foi paralisada para o atendimento médico do camisa 44, que voltou a campo pouco depois questionando o palmeirense sobre a agressão. Ressabiado com o excesso de faltas que recebeu, Alex só desviava atenção, ignorava as reclamações do são-paulino. Um exemplo do cenário que dominou o Choque-Rei.

Apesar de lances como este, ninguém no Palmeiras viu exagero dentro das quatro linhas. Durante os 90 minutos, atacantes e zagueiros dos dois times trocaram olhares raivosos e chegavam a se xingar, mas nada que tenha transformado a partida em “guerra” na opinião dos alviverdes. Principalmente do mais visado comandado de Vanderlei Luxemburgo: Kléber.

“Não vi este lance do Alex Mineiro, mas posso falar que foi tudo normal no clássico. Não teve isso de ninguém ‘jurando’ ninguém, pelo menos comigo foi só conversa com so zagueiros. O Rodrigo é meu amigo pessoal e o André Dias só teve aquele problema naquela época da cotovelada, mas ele até pisou em mim hoje (domingo), pediu desculpa e eu aceitei. Tudo normal”, garantiu o atacante à Gazeta Esportiva.

De acordo com o jogador que recebeu o apelido de “Gladiador” na Ucrânia por seu estilo brigador, o clássico desse domingo, na verdade, mostrou evolução dos rivais. “Depois de quatro clássicos no ano, todos jogos quentes, acho que a gente aprendeu a nos respeitar em campo e entender essa disputa. São Paulo e Palmeiras sempre é um jogo muito disputado. É um clássico, uma rivalidade muito além do gramado. Mas não vi provocação no semblante de ninguém”, continuou o camisa 30.

A opinião do companheiro de Alex Mineiro é compartilhada pelos dois técnicos do duelo desse final de semana. Para Luxemburgo, o que deve ser exaltado na partida é a capacidade técnica dos dois adversários. “Foi legal para ‘cacete’, teve expulsão, um jogão cheio de alternativas. Por isso todo mundo vai ficar comentando. Foi tudo normal”, argumentou.

Muricy Ramalho concorda com a “normalidade” vista pelo palmeirense. E usa o nível mostrado pelos atletas do último Choque-Rei do ano para provar que tem razão em uma de suas teses: treinar é importante. “Os times vieram com a parte física forte depois de uma semana de treino, e o jogo foi pegado”, argumentou, sem citar nenhum problema disciplinar do árbitro, que, assim como quase todos em campo, não viu a agressão de Alex Mineiro em Rodrigo.


Leia mais sobre: Palmeiras São Paulo Brasileirão



Alerta de Gols Receba notícias pelo seu celular

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Vipcomm

Clima de "guerra"
Partida do Palestra Itália foi campeã de cartões entre os clássicos da 30ª rodada

Topo