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Futebol

20/10 - 12:31

Após conselhos de Sálvio, Kléber tenta quinta absolvição no STJD

Atacante do Palmeiras afirmou que árbitro da partida entre Palmeiras e São Paulo deu dicas para ele não ser perseguido

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO- Nesta segunda-feira, Kléber estará pela quinta vez neste Brasileiro em um local de onde não tem conseguido se afastar: o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O atacante será julgado por uma cotovelada que teria dado em Asprilla, do Figueirense, e pode ser suspenso de duas a seis partidas.

Preocupado em não perder a reta final da competição em que o Palmeiras ainda briga por título, o camisa 30 deve ir ao Rio de Janeiro para acompanhar pessoalmente a votação dos relatores. A torcida é para que se repita a decisão de suas outras quatro passagens pelo júri: absolvição, assim como nas análises de suas expulsões contra Atlético-PR, Náutico e Goiás (este caso foi ao Pleno duas vezes, e em ambas o jogador foi inocentado).

Para escapar da punição, o comandado de Luxemburgo conta como trunfo as declarações de Asprilla após a partida, garantindo que o alviverde não teve a intenção de machucá-lo. “O Asprilla mesmo reconheceu que foi sem querer e fico feliz que existem pessoas assim, de coração bom”, agradeceu Kléber, ainda em busca de um contato para falar com o zagueiro do Figueirense. “Não consegui falar com ele, mas o Toninho (Cecílio, gerente de futebol do Palmeiras) tem o telefone dele e vou ligar para agradecer”.

Enquanto tenta escapar de mais um gancho, o atacante tem recebido apoio até mesmo de quem pode puni-lo. O jogador revelou um bate-papo com o árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho antes do clássico desse domingo contra o São Paulo. “Ele conversou comigo, falo para eu ter tranqüilidade para não ser perseguido, tomar cuidado com a provocação dos zagueiros porque, se de repente acontece um lance polêmico, eu ia acabar mais prejudicado ainda. Achei legal”, contou o camisa 30, que, mesmo com a solidariedade do apitador, saiu de campo com mais um cartão amarelo na conta.

De qualquer maneira, Kléber tem se sentido mais confortável com seu estilo de jogo. Além de não ter sofrido no STJD, tem ouvido elogios constantes por suas atuações, principalmente de Wanderley Luxemburgo, que já o chamou de “macho, jogador que não pipoca” e no domingo incluiu na lista de aprovações ao comandado a avaliação de que “o Kléber não é frouxo e futebol não é balé”.

Neste cenário, o atacante que aprendeu a se proteger nos quatro anos em que atuou no futebol ucraniano tenta provar que jogar com os cotovelos erguidos à altura do peito é normal. E usa dois exemplos ocorridos no segundo turno deste Brasileiro: uma possível cotovelada do flamenguista Juan em Dagoberto e outra do são-paulino Jorge Wagner em Léo Lima.

“Nunca tive a intenção de acertar ninguém. Não posso amarrar meus braços para correr e subir de cabeça. Correr com o braço aberto é um gesto normal de quem quer se proteger, e às vezes acaba acertando em alguém sem querer”, justificou o atacante, sem apostar no resultado de seu julgamento no STJD.

“Difícil falar, nunca se sabe o que passa na cabeça dos caras lá. Ter antecedentes às vezes atrapalha, mas nem tanto. São lances polêmicos e tem que ter bom senso. Só acho que não tem necessidade de levar a fita para o STJD. É o juiz que tem que ver e punir”, concluiu.


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