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18/10 - 10:36

Ministério Público investiga fraude no Palmeiras

Esquema com notas frias para comprar árbitros teria funcionado de 2001 a 2004, de acordo com jornal

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - O Ministério Público paulista investiga um suposto esquema de emissão de notas frias no Palmeiras, que envolveria compra de dólares e de juízes. A abertura dos procedimentos criminal e cível, para a varredura de 2001 até 2004, foi denunciada na edição deste sábado do jornal Folha de S. Paulo.

Por meio de depoimentos de ex-funcionários e de documentos, a Promotoria entendeu que a prática ilegal era de uso corriqueiro do clube do Palestra Itália, e haveria até indícios de uso de empresas fantasmas.

A primeira acusação foi feita por Carlos Kamal, ex-supervisor do vôlei do Palmeiras, que trabalhou no clube entre 1988 e 2004. Outros dois ex-funcionários da agremiação confirmaram o que foi dito por ele posteriormente.

Em depoimento à Promotoria, Kamal afirmou que, entre 2001 e 2004, "foram praticados crimes de estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, entre outros". De acordo com a versão dele, o esquema começou em 2001, quando o então jogador de vôlei do Palmeiras Talmo de Oliveira "pediu a emissão de nota fiscal para a empresa FT Esportes Ltda. para acerto de Imposto de Renda de R$ 5.000, sem que existisse contrapartida em serviços prestados ao clube".

Esse é o segundo caso envolvendo um esquema que gira em torno da emissão ilegal de notas fiscais em clube paulistano. O primeiro foi no Corinthians, arquirival palmeirense. Em ambos os casos, a suspeita principal é a de que a prática serviria para remunerar dirigentes que, em tese, se dedicam aos clubes voluntariamente.


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