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16/10 - 00:11

Brasil repete 0 a 0 e dá adeus ao Rio; Cariocas, a Dunga

Este é o 3º empate em casa seguido da seleção brasileira, que se isolou na vice-liderança das Eliminatórias com 17 pontos

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Antes do jogo, o técnico Dunga afirmou que a partida desta quarta-feira seria provavelmente a última da seleção brasileira no Rio de Janeiro antes da Copa do Mundo. Apressados, os cariocas começaram a se despedir do comandante meia hora antes do jogo, com os gritos de "adeus, Dunga". No gramado do Maracanã, o Brasil justificou as vaias, que duraram até o último minuto, e amargou um monótono empate sem gols com a Colômbia, o terceiro seguido dentro de casa.

O jogo desta quarta foi semelhante ao anterior que o Brasil fez no Rio de Janeiro, outro empate por 0 a 0, com a Bolívia no Engenhão. Antes, havia ficado no zero com a Argentina, no Mineirão. Dessa vez, nem Robinho foi poupado pela ineficiência ofensiva da equipe de Dunga. Dois dias depois de distribuir autógrafos durante banho de sol na praia de São Conrado, o atacante do Manchester City foi xingado ao deixar o gramado. Seu drible “vai pra lá que eu vou pra cá” não entrou em campo. Ficou esquecido em homenagem fotográfica no saguão do Maracanã.

Apesar das críticas, a seleção brasileira se isolou na vice-liderança das Eliminatórias para a Copa do Mundo, com 17 pontos, seis atrás do Paraguai. Argentina e Chile somam 16, e a Colômbia subiu para 11. Agora, o Brasil só poderá se reabilitar da fraca exibição desta quarta-feira em um jogo oficial no próximo ano. Em março de 2009, visitará o Equador, enquanto os colombianos receberão a Bolívia. Resta saber se Dunga ainda trabalhará para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até lá.

O jogo
A goleada por 4 a 0 sobre a Venezuela não diminuiu a rejeição de Dunga no Rio de Janeiro. Quando o locutor do estádio do Maracanã anunciou a escalação do Brasil, o público se manifestou com mais entusiasmo apenas para ovacionar Kaká e, principalmente, vaiar o treinador.

Entre os poucos presentes no Maracanã que a seleção brasileira conseguia empolgar, estava uma equipe de rádio colombiana, devidamente uniformizada com camisas da seleção de seu país. “Meus amigos, creiam, a Colômbia pode vencer o poderoso Brasil hoje”, berrava o locutor ao microfone, depois de elogiar as “belíssimas cariocas, sambando nas arquibancadas”.

Os cariocas acreditavam no jornalista colombiano. Não no “poderoso Brasil”. Dançar nas cadeiras azuis do estádio era, mesmo, mais interessante do que assistir ao primeiro tempo da partida. O desempenho apático da seleção motivou a torcida também a cantar. Bastou meia hora de jogo (com um único chute a gol do Brasil, de Robinho) para os gritos de “adeus, Dunga” ecoarem em uníssono.

O técnico da seleção brasileira se irritou. Enfim, deixou o banco de reservas e passou a distribuir socos em sua coxa esquerda a cada passe errado da equipe. Jô, o escolhido de Dunga para substituir Adriano, só conseguiu levar relativo perigo em uma cabeçada. Maicon corria toda a lateral esquerda, ao contrário de Kleber pela direita, mas era ineficiente no ataque. Kaká e Robinho pouco tocaram na bola.

A seleção colombiana era mais perigosa, porém se precipitava ofensivamente. Após alguns chutes de longa distância que passaram longe do gol defendido por Júlio César, Yepes e Rentería acertaram a rede pelo lado de fora. E o locutor colombiano avisou: “Vamos ganhar do Brasil!”.

Para a seleção brasileira, não foi suficiente a conversa com Dunga no vestiário, durante o intervalo. O capitão Lúcio reuniu o time em campo e, com o dedo em riste, gritou com seus companheiros. Também não adiantou. Com 12 minutos, Elano foi substituído por Mancini. Mais vaias do público.

A vibração finalmente foi positiva no momento em que Alexandre Pato entrou em campo – antes, comemoração apenas com o anúncio da vitória do Chile sobre a Argentina, por 1 a 0. Já Robinho, que havia distribuído autógrafos em seu banho de sol na praia de São Conrado, segunda-feira, deixou o campo muito hostilizado. Tanto quanto Dunga, ao substituir Juan por Thiago Silva.

Mudada, a seleção brasileira não mudou de postura. Não existiam jogadas de perigo. Muitos torcedores preferiram deixar o Maracanã antes do término da partida. Outros repetiram os gritos de protesto entoados durante todo o jogo. No estádio, só quem festejou o apito final do árbitro chileno Rubén Selman foram os colombianos. Entre eles, seus radialistas uniformizados. “Empatamos! Quase presenciamos o Maracanazzo!”, bradou um deles.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 0 X 0 COLÔMBIA
(Veja como foi o jogo lance a lance)

Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 15 de outubro de 2008, quarta-feira Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Rubén Selman (Chile)
Assistentes: Lorenzo Acuña e Sergio Román (ambos do Chile)
Público: 46.210 pagantes
Renda: R$ 1. 697.710,00
Cartões amarelos: Gerardo Bedoya, Fabián Vargas, Rentería (Colômbia)

BRASIL: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan (Thiago Silva) e Kleber; Gilberto Silva, Josué, Elano (Mancini) e Kaká; Robinho (Alexandre Pato) e Jô
Técnico: Dunga

COLÔMBIA: Agustín Julio; Zuniga, Amaranto Perea, Mario Alberto Yepes e Pablo Armero; Fabián Vargas, Gerardo Bedoya (Abel Aguilar), Freddy Guarín e Juan Carlos Toja; Rentería (Adrián Ramos) e Quintero (Dayro Moreno)
Técnico: Eduardo Lara

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AP

kaka seleção brasileira

Não deu
Nem mesmo a dupla Kaká e Robinho conseguiu criar chances claras de gol no Maracanã

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