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13/10 - 21:19

Para Dunga, contratempos provam profissionalismo de estrelas
"Muito se fala que alguns jogadores não têm vontade de estar na seleção brasileira, mas eles demonstraram o contrário"

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Em sua primeira entrevista como treinador de futebol, há dois anos, Dunga afirmou que basearia as convocações da seleção brasileira por comprometimento, não apenas pela fama dos atletas. Nesta segunda-feira, ele voltou da Venezuela satisfeito por aliar em sua equipe os dois requisitos para defender o Brasil.

Segundo Dunga, a longa viagem para o Rio de Janeiro, com diversas escalas, de ônibus e avião, foi o menor dos problemas que a seleção brasileira enfrentou na rodada passada das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Houve até quem vomitasse durante a goleada por 4 a 0 sobre a Venezuela, após indigestão causada pela comida do hotel onde a delegação se hospedou.

“Mas, no final, tudo foi positivo. Muito se fala que alguns jogadores não têm vontade de estar na seleção brasileira, mas eles demonstraram um profissionalismo impressionante. Comeram o que tinha para comer. Chegaram a um país onde não tinha escada para descer do avião. Os próprios funcionários do hotel nos incomodaram com motos, buzinas e discoteca”, voltou a reclamar.

“E é muita coincidência quatro ou cinco jogadores passarem mal depois de almoçar. É uma coisa complicada de falar porque, seguramente, o Brasil merecia jogar em um lugar de mais fácil acesso. Colocaram algumas dificuldades que fugiram da nossa alçada. Essa é a seleção brasileira que temos de conviver. É bom para reforçar que o jogador brasileiro, mesmo quando está lá fora, tem grande paixão de defender o país”, enalteceu Dunga.

Sem tempo para treinar, já que chegou ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira e apenas descansou (na terça, fará reconhecimento do estádio do Maracanã), a seleção brasileira enfrentará a Colômbia na quarta. Dunga assegura que o adversário terá tratamento respeitoso como visitante. E aproveitou para exigir o mesmo. “Quando um país vai receber outro, deve dar as condições necessárias para um bom jogo. Você precisa desse tipo de facilidade em uma casa estranha. Seria bom que se desse uma olhada não só dentro do campo, mas em tudo que está fora”, recomendou o treinador.


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