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Futebol

13/10 - 09:28

Diretoria do Schalke sai em defesa de Kevin Kurayi

Atacante foi defendido porque, segundo os cartolas, "ele sentiu que havia uma campanha contra ele"

Gazeta Esportiva

GELSENKIRCHEN (Alemanha) - A decisão tomada por Kevin Kuranyi de abandonar a seleção da Alemanha ganhou o respaldo da diretoria do seu clube, o Schalke 04. De acordo com Andreas Muller, diretor da equipe de Gelsenkirchen, Kuranyi se sentiu boicotado pelo técnico Joachim Low e não enganou ninguém por deixar o estádio durante o jogo entre alemães e russos no último sábado, em Dortmund.

“Joachim Low não deveria agir com surpresa”, afirmou Muller, de acordo com o jornal Neue Ruhr Zeitung. “Kevin disse a ele antes do jogo que estava indo para casa. Ele simplesmente sentiu que havia uma campanha contra ele”, completou.

O brasileiro naturalizado alemão decidiu abandonar a Mannschaft neste sábado após não ser relacionado para a partida contra a Rússia, válida pelas Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo de 2010. Kuranyi ainda assistiu o primeiro tempo do jogo nas arquibancadas do Westfalenstadion, em Dortmund, mas foi embora durante o intervalo, enfurecendo o técnico Joachim Low.

Após a partida, que terminou com vitória alemã por 2 a 1, o treinador anunciou não ter mais a intenção de convocar o jogador para a seleção germânica, dada sua ação “inaceitável”. O atacante, por sua vez, disse ter apenas ter tomado a decisão que acreditou ser melhor para si, e pediu a dois amigos que recuperassem seus pertences no hotel onde a equipe se concentrou, em Dusseldorf.

A diretoria do Schalke, porém, espera que possa se beneficiar pela dispensa do atleta. “É um grande alívio para ele”, disse Andreas Muller. “Kevin vem levado golpes demais nos últimos três anos – de seu próprio clube, de seus fãs e da DFB (Federação Alemã de Futebol). Eu não estou preparado para lidar com mais um desses golpes, muito pelo contrário”, acrescentou o dirigente.

Muller afirmou ainda que, discreto, Kuranyi já se desculpou com o técnico da seleção germânica. “Ele telefonou para Joachim Low para se desculpar por seu comportamento, mas aquilo não muda sua decisão de deixar a seleção”, afirmou.

 


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