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13/10 - 20:14

Brasil reencontra carioca e despede-se do Maracanã ante Colômbia

Em 2009, o estádio construído para o Mundial de 1950 entrará em obras visando a Copa de 2014

Reuters

RIO DE JANEIRO - A partida Brasil x Colômbia, quarta-feira, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, marcará a despedida da seleção brasileira do Maracanã pelos próximos cinco anos em jogos oficiais.

Em 2009, o estádio construído para o Mundial de 1950 entrará em obras para se adequar aos padrões de exigência da Fifa visando a Copa de 2014 que acontece no país, o que impossibilita a realização de novas partidas das Eliminatórias para a África do Sul.

Como país-sede do Mundial seguinte, o Brasil não precisará jogar o torneio classificatório, o que significa que a equipe só voltaria a jogar uma partida oficial no principal estádio brasileiro na Copa das Confederações de 2013 - torneio realizado um ano antes do Mundial para servir como evento-teste.

"É a última partida antes da Copa do Mundo (de 2010) no Rio de Janeiro e queremos deixar uma boa impressão para o torcedor e também levar uma boa impressão daqui", afirmou nesta segunda-feira o técnico Dunga, em entrevista coletiva na cidade.

Além de ser a despedida do estádio pelos próximos anos, o jogo também marcará o reencontro da seleção com o torcedor carioca depois do decepcionante empate por 0 x 0 com a Bolívia, no mês passado - jogo marcado negativamente pela pequeno público presente ao estádio João Havelange, o Engenhão.

O técnico Dunga, duramente vaiado naquela partida, preferiu lembrar o último jogo do Brasil no Maracanã quando perguntado sobre a expectativa para o reencontro com a exigente torcida do Rio de Janeiro. Em sua estreia em casa nas Eliminatórias, no ano passado, o Brasil goleou o Equador por 5 x 0, diante de um público em êxtase nas arquibancadas lotadas do estádio que já foi considerado o maior do mundo.

"Vamos ter dificuldade contra a Colômbia, temos que estar preparados, e com o apoio dos torcedores vamos mudar essa situação (de descontentamento da torcida)", afirmou. "Esperamos que aconteça como foi contra o Equador, que a gente faça um bom jogo e que as duas partes - time e torcida - saiam felizes", acrescentou.

Dentro de campo, a seleção terá o desfalque do atacante Adriano, que levou o segundo cartão amarelo na vitória de domingo contra a Venezuela e já foi até dispensado da equipe. Para seu lugar, Dunga tem duas opções, Alexandre Pato e Jô, ambos jovens que disputaram a Olimpíada de Pequim.

"O Jô jogou na Rússia, que não é fácil, agora se transferiu para a Inglaterra. O Alexandre teve uma subida muito rápida, agora voltou pro Milan com outra mentalidade. Com certeza eles estão prontos", disse Dunga, que afirmou ainda não ter decidido quem será titular.

Mesmo aparentemente tranquilo depois da vitória de 4 x 0 sobre a Venezuela, que levou o Brasil de volta ao 2o lugar das eliminatórias, Dunga respondeu com irritação a uma pergunta de um representante de mídia da Fifa sobre seu desempenho à frente da seleção.

O técnico aproveitou a oportunidade para rebater a uma reportagem no site da Fifa no mês passado que considerava como "inaceitável" a situação do Brasil após uma série de resultados ruins da seleção.

"Participamos da Copa América e fomos campeões. Participamos da Olimpíada e só quatro treinadores trouxeram medalhas, e eu sou um dos quatro", respondeu Dunga.

"Só vejo a Fifa fazer críticas à seleção brasileira, acho que essa é a importância da seleção. Não vejo o site da Fifa fazer crítica a mais ninguém. Talvez os outros não sejam tão importantes", acrescentou.


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