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Futebol

04/10 - 21:35

Luxemburgo apóia punição no Galo para resgatar respeito ao clube

"Tem que cobrar responsabilidade porque são privilegiados em jogar futebol", disse o treinador

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Horas antes de entrar em campo para enfrentar o Palmeiras, o técnico Marcelo Oliveira mandou Lenilson, Calisto e Mariano de volta a Belo Horizonte por terem deixado a concentração em um hotel em São Paulo entre as 23 horas de sexta-feira e as 4 horas de sábado. Atitude que Wanderley Luxemburgo aplaudiu.

Vencedor no confronto deste sábado, o técnico palmeirense acredita que a atitude do colega é a melhor maneira de lembrar aos jogadores que é preciso ter responsabilidade no momento que o Atlético Mineiro vive no Brasileiro – termina a 28ª rodada em 12º lugar, a sete pontos da zona de rebaixamento no ano de seu centenário.

“A atitude do Marcelo é muito importante. Falta responsabilidade aos jogadores. Não sei o que aconteceu, mas o Atlético está com 34 pontos, perto da zona de rebaixamento, e nesta hora o jogador vai para a boate e não está nem aí para o clube. Isso já aconteceu comigo e mandei embora”, relembrou o comandante alviverde, que ficou conhecido na passagem pelo Real Madrid, em 2005, por ser um “técnico com filosofia alemã”.

“Não tem que dar satisfação, levar em consideração que é ser humano. Tem que cobrar responsabilidade porque são privilegiados em jogar futebol. Tem jogador do infantil, com 14, 15 anos, que ganha mais que qualquer mega empresário ou diretor de banco. Só pode liberar para um churrasco e tomar uma cerveja na hora que pode. O profissional de futebol é diferente porque precisa de comportamento, necessita do corpo”, continuou ensinando Luxemburgo.

O apoio do treinador do Palmeiras a Marcelo Oliveira completa seu discurso depois da vitória sobre o Sport Áncash na quarta-feira, pela Copa Sul-americana. Na ocasião, Luxa anunciou que o elenco intensificaria a concentração para a reta final tanto do torneio continental quando do Brasileiro, competição na qual é líder. Como justificativa, lembrou que ninguém reclama por ficar trancafiado servindo a seleção brasileira.

“Você vai à Copa do Mundo, à Copa América, treina, se alimenta, descansa e ai é liberado um ano para o clube. Eles acham que não tem compromisso, mas ainda têm o ano todo para serem profissionais e querem regalias que não podem ter”, cobrou o treinador.

“Não tenho nenhum receio de concentrar uma semana em Atibaia, antecipar a concentração em três dias porque o jogador tem que chamar a responsabilidade. Tenho que estar sempre com o grupo na mão, não posso deixar isso fugir. Tenho que cobrar profissionalismo e ter mão firme mesmo”, catequizou o técnico, que antecipou para segunda-feira a viagem a Florianópolis, onde o Verdão enfrenta o Figueirense na quarta-feira.

Sem opção, e com o recado completamente entendido, Denílson garante já ter abandonado seu passado boêmio e corrobora todas as opiniões de Wanderley Luxemburgo, inclusive nas críticas aos atleticanos que abandonaram a concentração.

“Existe momento para tudo. O jogador ou qualquer pessoa tem um momento certo para se divertir. Não sei o que aconteceu, mas estar dentro da concentração sair para a festa está errado. Ficamos dez meses trabalhando. Deixar esses 60 dias que faltam para se dedicar ao seu trabalho não é mais que obrigação e não faz mal a ninguém”, concluiu o meia-atacante.

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