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Futebol

02/10 - 18:32

Confrontos definidos na Liga dos Campeões africana
A Trivela apresenta um preview das semifinais da Liga dos Campeões africana

Trivela.com

SÃO PAULO - O representante africano no próximo Mundial de Clubes está cada vez mais perto de ser conhecido. Neste domingo, serão disputadas as partidas de ida das semifinais da Liga dos Campeões.

Ao contrário do que se esperava, teremos, logo de cara, o confronto entre os dois maiores favoritos ao título continental: Al Ahly e Enyimba. Do outro lado, Cotonsport e Dynamos chegam sem tantos holofotes, mas bem cotados pelas surpreendentes campanhas realizadas até aqui.

Confira a seguir uma prévia desses embates que agitarão o fim de semana:

Al Ahly x Enyimba
A despeito dos dois últimos anos, o Al Ahly não teve qualquer dificuldade para fazer valer seu favoritismo na fase de grupos e seguir adiante. Ainda que não venha apresentando um futebol à altura do que torcedores e imprensa egípcia cobram, o clube continua confiando na velha base que, sob o comando do português Manuel José, construiu uma hegemonia no continente. Nem mesmo as baixas de Al Hadari, Shawky e Moteab nesta temporada afetaram a solidez de uma espinha dorsal formada por Shady, Barakat, Aboutrika e Flávio.

Na janela de transferências, os Vermelhos ainda fizeram um acréscimo de qualidade a ela, com a contratação do experiente Ahmed Hassan, ex-Anderlecht. Os demais reforços, porém, não têm tido espaço e vêm sendo utilizados no Campeonato Egípcio, onde o time faz uma campanha apenas razoável. O desempenho interno não deverá prejudicá-lo contra o Enyimba, que deseja se vingar pelas derrotas sofridas na LC em 2005. Na ocasião, o Ahly bateu a equipe duas vezes e partiu para a conquista do seu quarto título africano.

Foi também o fim do sonho do tricampeonato para os nigerianos, que, àquela altura, desenhavam um domínio no continente. Para tentar retomar esse plano, o clube terá que melhorar seus números fora de casa. Na fase de grupos, ele passou em branco longe de seus torcedores. Nem mesmo a excelente fase da dupla de ataque composta por Worgu e Otorogu foi capaz de lhe assegurar uma vitória nessas circunstâncias. Dessa forma, a primeira colocação da chave e, por conseqüência, um emparelhamento mais fácil foram para o espaço.

Coton Sport x Dynamos
A princípio, pode-se pensar que o Coton Sport possui mais tradição que o Dynamos na Liga dos Campeões. Afinal de contas, o clube vem de Camarões, um país com uma maior relevância no futebol mundial. Porém, não se deve esquecer que, uma década atrás, os zimbabuanos estiveram na final da competição, contra o ASEC Mimosas, enquanto o Coton, àquela época, ainda tentava se estabelecer na primeira divisão camaronesa. Até por isso, é recomendável ter um pouco de cautela ao tentar apontar um favorito nesse confronto.

Em sua segunda participação na LC, o Dynamos vem se firmando como a maior surpresa do torneio até aqui. Não contente em ter deixado o atual campeão Étoile du Sahel pelo caminho, o time se saiu bem em seu grupo, ficando atrás somente do Al Ahly e eliminando o Zamalek. A equipe possui como principais destaques o seu miolo defensivo formado por Musanhu e Fulawo e o versátil atacante Sadomba. Eles têm sido peças-chaves para que o clube supere a crise financeira que acomete o país e, também, as suas finanças.

Se seguir ignorando seus problemas extra-campo, o Dynamos terá grande chance de avançar para a final. O Coton Sport não parece páreo para o clube, mesmo após ter garantido a classificação como o primeiro lugar de sua chave. Os camaroneses passaram quase toda a fase de grupos em baixa e só ressurgiram com a vitória sobre o Enyimba na última rodada. A aposta do técnico Alain Ouombleon para manter o momento será confiar no faro de gol dos garotos Daouda e Baba.

Zamalek fora
Desde 2005, o Zamalek não consegue chegar às semifinais da Liga dos Campeões. Seu arqui-rival, o Al Ahly, por sua vez, esteve presente em todas as decisões da competição nesse período. Esse cenário reflete, de certa forma, a distância criada entre os dois clubes nos últimos anos. Mesmo com uma chave acessível, os Cavaleiros Brancos não foram bem e perderam a classificação para o Dynamos, um time que possui uma condição financeira bastante frágil, mas que, ainda assim, foi capaz de surpreender a todos.

Para se ter uma idéia da situação dos zimbabuanos, basta dizer que, antes da partida contra o Zamalek, pela rodada final da fase de grupos, eles tiveram uma ameaça de greve de seus jogadores, descontentes com o não pagamento das premiações pela diretoria. Apesar de todo esse imbróglio, que, também, se mostra presente em seu dia-a-dia, nos treinamentos, o Dembare assegurou sua passagem, enquanto os egípcios preferiram culpar o Ramadã por mais um insucesso continental.

Ainda que o jejum tenha prejudicado o desempenho dos atletas, cabe questionar o treinador Reiner Hollman por que as mesmas apresentações ruins da LC não têm se repetido no campeonato nacional, que o time lidera. Com todo o aporte econômico que possui, era de esperar por uma melhor campanha do clube. Apesar disso, mesmo com outra decepção, não se pode colocar Hollman já sob pressão. O alemão assumiu o comando da equipe há cerca de três meses e não teve tempo suficiente para ajeitá-la. A persistir essas cobranças, que já se prolongam ao longo dos anos, com a mesma precipitação de sempre, o Zamalek continuará à sombra do Al Ahly.

Fim da linha no Al Hilal
Com o acerto para a antecipação do fim de seu contrato, o treinador Heron Ferreira deixou o Al Hilal e acertou nesta semana com o Ismaili, do Egito. Ele terá como principal objetivo preparar o clube para a disputa da Liga dos Campeões no ano que vem. Enquanto isso, poderá definir seu elenco e aquecer as turbinas no campeonato egípcio. Atuais terceiros colocados, os Dervishes não conquistam o título da competição desde 2002.

A saída de Heron do Al Hilal encerra uma página vitoriosa da equipe. Ao longo dos três anos e meio em que o técnico brasileiro esteve no comando, ela manteve uma hegemonia local e ainda realizou uma excelente campanha na última Liga dos Campeões, chegando até a semifinal do torneio. O time que possuía como destaques os nigerianos Mohamed, Eze e Osunwa acabou caindo diante do futuro campeão, o Étoile du Sahel.

Praticamente a mesma base que alcançou esse feito foi mantida para este ano e tudo vinha bem até a fase de grupos, deixando, inclusive, o poderoso sul-africano Mamelodi Sundowns pelo caminho. Daí pra frente, porém, houve uma queda de rendimento, marcada por tropeços em casa, que foram decisivos em sua eliminação da LC. Agora, Heron terá no Ismaili uma maior tranqüilidade para fazer seu trabalho e, também, mais dinheiro para contratações. Resta saber se com tudo isso conseguirá ameaçar a dupla Al Ahly e Zamalek.


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