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Futebol

30/09 - 08:27

Ministro admite risco de investimento só no futebol

Órgãos esportivos começam a receber investimentos de empresas, que poderiam deduzir os valores do Imposto de Renda

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - O São Paulo foi o primeiro clube de futebol a firmar contrato com base na Lei de Incentivo Fiscal ao esporte e pode ter aberto um filão para outras agremiações. Quando a legislação foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no fim de 2006, personalidades de outros esportes mostraram temor de que os investimentos incentivados se concentrassem no futebol.

Agora que o Tricolor do Morumbi abriu o caminho para os demais times de futebol, o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, admitiu o risco de haver uma concentração dos investimentos no esporte mais popular do país, mas explicou que caberá às pessoas ligadas às outras modalidades atraírem seus recursos e formularem seus projetos.

“Não pode ter preconceito com o futebol, que é um esporte que dá identidade ao Brasil e motiva a prática de atividade física de muita gente. Há risco de ter concentração de recursos no futebol, mas isso se outras modalidades não se organizarem para captação de recursos. Pelos projetos aprovados até agora, o futebol aparece com um número relativamente pequeno. Devem ter sete ou oito projetos ligados ao futebol dentre os 80 já aprovados”, explicou.

A Lei prevê que órgãos esportivos atraiam investimentos de empresas, que, em contrapartida, poderiam deduzir os valores do Imposto de Renda. O São Paulo, então, formulou projeto para três obras no Centro de Formação de Atletas de Cotia, onde são preparadas suas categorias de base, e atraiu a atenção de companhias privadas, que farão um investimento de quase R$ 14 milhões. As reformas, então, foram enquadradas na Lei e as empresas que investirão no local poderão deduzir os valores do Imposto de Renda.

Desta forma, Orlando Silva explicou que as outras modalidades do esporte devem seguir pelo caminho que trilhou o São Paulo, ou seja, formular projetos que possam receber o aval do Ministério para serem beneficiados pela Lei.

“O desafio principal das outras modalidades é se organizarem para apresentar projetos, e isso vale para entidades, clubes, federações e até para atletas. Nós aprovaremos desde que cumpram os critérios legais. A Lei vale para todas as modalidades. Nós dependemos mais de quem vai propor do que de nossa vontade”, afirmou, antes de reiterar.

“A Lei pode ser utilizada por todas as modalidades, tendo a possibilidade de apoiar desde um atleta individualmente até um evento ou uma equipe. Não fomos nós que escolhemos fazer com o São Paulo esse projeto. Foi o clube que estruturou o projeto e teve a chancela do Ministério, como outros também tiveram”, afirmou.

Depois do São Paulo, outros clubes de futebol também pretendem se beneficiar com a Lei de Incentivo, tais como Santos, Grêmio, Atlético-MG, Cruzeiro e Fortaleza.


Leia mais sobre: Lei do Incentivo Fiscal São Paulo Orlando Silva



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