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Futebol

26/09 - 12:33

William recusa adjetivos para quarteto do Corinthians

O zagueiro não gosta da empolgação em torno do quarteto ofensivo, formado por Douglas, Morais, Dentinho e Herrera

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Prudente à semelhança do técnico Mano Menezes, o zagueiro William não gosta da empolgação em torno do quarteto ofensivo do Corinthians, formado por Douglas, Morais, Dentinho e Herrera. O capitão da equipe recusa adjetivos como “mágico” e “fantástico”, atribuídos à fracassada seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006.

“As pessoas já começam a falar quarteto isso, quarteto aquilo. Mas essas coisas não existem”, rechaçou William. “Futebol é dedicação o tempo todo. Nossa equipe não pode ficar desconcentrada, como aconteceu em alguns momentos do jogo com o Bragantino. É preciso que todo mundo fique atento sempre”, complementou.

Mano faz a mesma exigência do zagueiro. “O time pode melhorar no sentido de manter um nível de atuação muito bom por mais tempo”, cobrou. “Essa formação está funcionando bem, e a equipe sofrerá ajustes naturais. Podemos jogar de qualquer maneira desde que a gente faça a movimentação necessária para executá-la.”

O treinador ressalva que o quarteto ofensivo do Corinthians só será merecedor de adjetivos positivos se os jogadores ajudarem a marcação. “Não é possível mais jogar com a filosofia da década de 1970. E também se marcava naquela época. Aquelas equipes tinham capacidade de retomar a bola, já que não se faz gols sem ela”, comparou Mano Menezes.

Mesmo cauteloso com os elogios, William lembra que o ataque do Corinthians não pode ser o único setor da equipe a chamar atenção. A defesa é a menos vazada da Série B do Campeonato Brasileiro, com 17 gols sofridos em 27 jogos, e o goleiro Felipe está a mais de 800 minutos invicto no Pacaembu.

“Nosso sistema defensivo dá muito orgulho. Começa lá na frente, com a marcação dos atacantes”, dividiu os méritos o capitão. Mas os defensores também ajudam no ataque. O lateral-esquerdo André Santos já marcou oito gols na Segunda Divisão e o zagueiro Chicão, sete. “Isso cria uma grande dificuldade para a marcação adversária”, observou William.


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