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Futebol

23/09 - 16:46

Com “dinheiro de Série B”, Lusa só ficou com R$ 2,4 mi de Diogo

Clube só lucrou 10% da negociação do atleta com o Olympiakos (GRE)

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Há um mês, Diogo trocava a Portuguesa pelo Olympiakos, da Grécia, por dez milhões de euros (aproximadamente R$ 24 milhões). Para muitos, o dinheiro era a salvação para a Lusa, cheia de dívidas.

Os direitos econômicos do atacante, no entanto, já não pertenciam para o clube, que ficou com somente 10% da transação.

“Nosso mérito foi o de profissionalizar o Diogo, mas as pessoas não sabem que os direitos federativos dele eram da Portuguesa, mas os direitos econômicos não”, confirmou o presidente Manuel da Lupa.

Apesar de registrado como jogador da Portuguesa – a Fifa permite que atletas estejam vinculados apenas a clubes – Diogo já estava negociado com investidores para aliviar a situação financeira rubro-verde, entre eles o banco português Banif e a Guadagno Sports, do empresário Cláudio Guadagno, que também agencia o atacante. E foram estas empresas que mais lucraram.

“Quando assumi em 2005, não conseguíamos pagar conta de água, de luz... Precisávamos de dinheiro. Negociamos o Diogo com investidores, que é o que todo mundo tem feito no Brasil. Para não dizer que não ganhamos nada com o Diogo, ganhamos 10%”, informou da Lupa.

O valor de aproximadamente R$ 2,4 milhões pouco ajudou a Lusa a equilibrar suas contas. A diretoria, no entanto, está satisfeita com as alternativas que encontrou para montar a equipe na volta portuguesa à elite – o time passou cinco anos na Série B do Brasileiro e um na Série A-2 do Paulista.

“A Portuguesa tem status de Série A e dinheiro de Série B. Mas nós conseguimos montar um time à altura de qualquer outro no Brasileiro, não devemos nada para ninguém. Fiquei até nervoso vendo o time perdendo, não entendia aquilo (de estar na lanterna)”, apontou o mandatário luso, orgulhoso da situação atual da agremiação.

“Hoje, os jogadores que vêm para São Paulo querem jogar na Portuguesa. Até quem está fora do Brasil. O Christian só não voltou porque o Pachuca não deixou e estávamos negociando com um centroavante do Peñarol e também com o atacante que fechou com o Grêmio (Morales, uruguaio emprestado pelo Nacional de Montevidéu)”, revelou o cartola. “Desde 2005, pagamos sempre em dia. Os jogadores venceram no domingo e receberam o bicho logo depois do jogo. Em clube nenhum do Brasil isso acontece”.

Além da motivação com as contas em dia, o presidente vê evolução em problemas antigos. “Nossa administração nunca ficou devendo nada e estamos tentando equacionar tudo até eu sair, em 2010. Tínhamos 370 processos na Justiça do Trabalho há três anos e agora temos 30”, enumerou Da Lupa.


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