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Futebol

21/09 - 22:19

Sob ameaça de ser sacado, Edno se garante como centroavante

"Calei a boca de muita gente", disse o jogador após marcar dois na vitória da Portuguesa sobre o Botafogo

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Os dois gols, o segundo deles comemorado com um beijo no escudo da Portuguesa, e o nome cantado pela torcida após a vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo deram a Edno uma nova condição na equipe. Criticado, o jogador esteve perto de ser sacado do time. Mas, atuando no setor ofensivo, convenceu Estevam Soares.

“Pensei em tirá-lo, mas tinha a obrigação de colocá-lo na real posição dele antes disso. Nos três jogos comigo, jogou como ala e não rendeu tudo que esperamos, mas tem sido um guerreiro. E hoje (domingo) aproveitou a chance, mostrou porque despertou interesse do Santos e do mundo árabe, que ofereceu milhões e a Portuguesa segurou. Ainda vai nos ajudar muito”, previu o técnico, lembrando que o Peixe tentou melar o acerto do jogador antes do Brasileiro.

Também satisfeito com o seu desempenho, o meia, que atuou como atacante e marcou os dois gols escalado como centroavante, aproveitou para responder a quem o contestava.

“Falaram que eu era o jogador que mais errava nas finalizações no Brasileiro. Hoje (domingo) joguei na minha posição e calei a boca de muita gente”, disparou, negando que o bom desempenho seja fruto da ameaça de ser barrado.

“Não joguei pressionado, nem sabia que o Estevam queria me tirar do time. Mas foi bom porque eu provei minhas condições. A gente que joga na Portuguesa sabe que a torcida cobra e tem essa responsabilidade. Na concentração, até falei que ia fazer gol”, revelou.

“Curinga” desde quando foi indicado por Vágner Benazzi, o camisa 11 já admite que ser “homem-gol” é mais uma de suas variantes em campo. E garante conhecer a posição que o fez encerrar jejum de seis jogos longe das redes.

“Joguei assim quando atuei fora do país e no Noroeste, e hoje voltei a marcar. Meu último gol no Canindé tinha sido contra o Cruzeiro, e eu sempre sou um cara que me cobro muito nos treinamentos”, relatou Edno, que, curiosamente ou não, marcou pela última vez na última vitória da Lusa.

Estevam Soares, contudo, já avisa: o meia-atacante não deve ser repetido como centroavante. “Quando descemos para o intervalo, conversei com meu assistente, o Gerson Sodré, e ele deu essa idéia. Achei maravilhosa, mas esta não é a posição dele”, concluiu o treinador.

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