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Futebol

12/09 - 11:33

Luxa barra Gladstone confiando na ascensão de Martinez na zaga

Jogador foi sacado da equipe titular durante os treinamentos; em seu lugar Maurício, de 19 anos, deve ser o titular

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - O contestado Gladstone está perdendo espaço no Palmeiras. Titular absoluto em meio às lesões de Gustavo e David, o zagueiro ficará neste domingo, diante do Cruzeiro, pela terceira vez seguida no banco de reservas.

Nem mesmo a séria fratura que tirou Jeci do Brasileiro devolve a posição ao camisa 4. Bom para Martinez.

O camisa 11, meio-campista de origem, foi a surpresa de Vanderlei Luxemburgo na vitória sobre o Atlético-PR. Barrou Gladstone pela primeira vez e se destacou alternando funções de volante e zagueiro atuando ao lado de Jeci e Gustavo. Bastante elogiado pelo técnico, o trio tinha grandes chances de continuar, não fosse a lesão de Jeci. Caminho aberto para Gladstone, certo? Surpreendentemente não.

O ex-defensor do Cruzeiro começou a semana em Atibaia como titular, escalado como líbero, e cansou de ouvir broncas do chefe por erros de posicionamento. No dia seguinte, o camisa 4 teve outra chance. Desta vez, Martinez virou líbero e Gladstone foi para a esquerda. Demonstrou a mesma dificuldade: não conseguia acompanhar a velocidade dos reservas, que treinaram como o Cruzeiro, apostando em contra-ataques.

Luxa se convenceu em sacar o jogador. Preferiu o jovem Maurício, de 20 anos, para ficar na sobra, liberando Martinez pela esquerda, onde pode ajudar muito mais na saída de bola, sua principal qualidade para jogar na retaguarda.

E assim Gladstone, com o saldo de 21 gols sofridos e quatro cartões amarelos recebidos em 15 jogos pelo Palmeiras, deixa a equipe, como parte da torcida já havia pedido há algumas semanas em pichações no muro do Palestra Itália. Mas segue nos planos do treinador até o final de seu contrato – foi emprestado pelo Cruzeiro até 30 de junho de 2009.

“Preferi colocar outro jogador. Isso faz parte do futebol, é algo normal. Não quero crucificar ninguém”, garante Luxemburgo. “O Jeci fazia melhor a função de terceiro zagueiro, jogando na sobra, porque estava acostumado a atuar assim no Coritiba. O Gladstone não conseguiu ser rápido para atuar nessa função e optei pelo Maurício”, completa.

Enquanto assegura que Gladstone pode reaparecer no futuro, o técnico não esconde a alegria pelo sucesso de sua invenção com Martinez. “A velocidade do Martinez é muito boa para ele jogar de zagueiro. E é excelente na saída de bola. Pode jogar da mesma maneira que o Miranda faz no São Paulo”, compara, admitindo que a evolução do camisa 11 o faz abrir mão até de seu desgosto pelo 3-5-2.

“Não gosto da formação de três zagueiros, mas na necessidade é bom ter alguém como o Martinez para a função. No futebol, as coisas acontecem, e hoje ele tem condições de jogar assim. Já tinha tentado no Paulista e agora deu certo”, comemora.

Com Martinez pela esquerda, a aposta em Maurício e a afirmação de Gustavo, o Verdão põe fim à dupla de zaga Jeci e Gladstone que ficou marcada pelas falhas na bola aérea. Luxemburgo nunca culpou nenhum dos dois diretamente. E mesmo com as novidades tem tido trabalhado para arrumar sua retaguarda, uma necessidade da equipe – é a pior defesa dentre os 11 primeiros colocados com 31 gols sofridos em 24 jogos.

“O Grêmio está na nossa frente por dois fatores: ganha mais fora de casa e tem uma defesa muito forte (a melhor do campeonato, com 16 gols contra). Sabemos que, se não tivéssemos tomado tantos gols, dependeríamos só da gente para sermos campeões”, aponta Luxa, confiante no título mesmo com os erros. “De repente, no fim do campeonato me falam: você foi campeão mesmo tomando tanto gol”, projeta.

Concorrentes – Em baixa, Gladstone terá em breve mais um adversário na briga para ser titular palmeirense. Recuperado de cirurgia no joelho, sofrida há quase quatro meses, David participou integralmente dos dois últimos coletivos e deve se tornar opção para Luxemburgo já na próxima quarta-feira, quando um time misto deve receber o Vasco pela Sul-americana.

“Essa semana posso dizer que estou me sentindo muito bem. Acelerei o processo físico e agora estou treinando normalmente com bola. Participei do meu primeiro coletivo, e o fato de não ter sentido dor já é motivo de alegria. Espero entrar no ritmo e voltar a fazer parte do grupo”, estima o zagueiro.

E quem também deve voltar em breve para fazer sombra a Martinez é Pierre. Há mais de um mês sentindo entorse no joelho, o volante foi a novidade do coletivo dessa quinta-feira e também deve encarar o Vasco. “Era tudo o que eu mais queria. Iniciei a semana trabalhando forte a parte física e me senti bem para trabalhar com bola. Felizmente não senti nada e acho que agora posso dizer que estou pronto para recomeçar e reconquistar meu espaço”, alegra-se o camisa 5.


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