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Futebol

11/09 - 22:32

Meio-campo cheio é arma verde para “matar” rapidez do Cruzeiro
“Minha preocupação é com a recomposição do time quando perde a bola", disse o treinador do alviverde

Gazeta Esportiva

BELO HORIZONTE - O contra-ataque cruzeirense tem sido o principal foco das atividades palmeirenses na concentração em Atibaia. Preocupado com o rápido meio-campo mineiro, formado por Fabrício, Henrique, Ramires e Wagner, além das descidas dos laterais, Vanderlei Luxemburgo pára os treinos constantemente para mostrar sua estratégia de evitar o veloz toque de bola dos adversários deste domingo.

E a alternativa é ter um meio-campo recheado. Opção que custou a permanência de Denílson como um dos substitutos dos suspensos Alex Mineiro e Kléber. O meia-atacante formou ataque com Lenny apenas no primeiro coletivo da semana, mas foi barrado por Evandro, armador de origem já confirmado no time, que atuará em um 3-4-2-1 com Martinez alternando a função de zagueiro e volante.

“Fiz uma primeira experiência com o Lenny e o Denílson, mas achei que ficávamos muito vulneráveis. Como o Elder e o Leandro não são alas, atuam como laterais mesmo, precisava preencher o meio-campo. E coloquei o Evandro”, explicou o treinador, estimando que o setor pode ficar com até sete jogadores.

Para não perder força ofensiva com a bola nos pés, Léo Lima, que começou a inter-temporada na reserva, hoje ostenta vaga de titular. O volante barrou Jumar por sua qualidade na saída de bola, os zagueiros Martinez, Gustavo e Maurício, outra novidade no lugar de Gladstone.

“O Léo Lima entrou por ter um bom passe e, mesmo assim, deixar o time compactado e preencher bem o meio-campo”, elogiou Luxemburgo, com intenção de não deixar sua defesa “aberta”. “Minha preocupação é com a recomposição do time quando perde a bola”.

Diante das mudanças, cada um dos atletas teve de ouvir broncas e diversas alterações no posicionamento para entender o raciocínio do técnico. Por mais de uma vez, Luxemburgo deu bronca em Sandro Silva e Léo Lima por não terem cumprido o que havia ordenado pouco antes. “Fica dois minutos sem fazer e já esquece?!”, reclamava.

Tamanha preocupação em arrumar a retaguarda fez com que o ataque ouvisse menos gritos. Mas nada que prejudique no Mineirão, garantem os jogadores. “Não se pode ter o coletivo como visão do que vai acontecer no jogo. É diferente. Nós fizemos o que o Luxemburgo pediu, em um treino muito tático, e acho que foi válido”, elogiou Evandro, assegurando que todos os pedidos do técnico serão lembrados em campo.

“Tem que dar”, sorriu. “Nossa preocupação é não correr errado, o que é difícil. Por isso, precisamos de muita comunicação entre nós para fazer dar certo”, continuou o meia, eleito para compor o trio de ataque com Diego Souza e Lenny.


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