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11/09 - 02:28

Engenhão não estava lotado por causa de "fatores externos", diz Jorginho

Segundo o auxiliar-técnico, estádio não ficou lotado pelo alto preço dos ingressos; o mais barato custava R$ 30

EFE

RIO DE JANEIRO - O auxiliar-técnico da seleção brasileira, Jorginho, disse hoje após o empate sem gols com a Bolívia que o estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, não estava com sua lotação máxima por causa de "fatores externos".

"Claro que é triste entrar num estádio e ver vários espaços vazios, mas acredito que o Engenhão não ficou cheio hoje por causa de fatores externos. É muito difícil para o público carioca pagar R$ 100 ou R$ 200 para assistir a uma partida de futebol", disse Jorginho à Agência Efe.

O auxiliar do técnico Dunga afirmou ainda que a seleção está fazendo um bom trabalho, e que a vitória por 3 a 0, fora de casa, no domingo, poderia servir de "incentivo" aos torcedores.

"Nós estamos trabalhando duro e tivemos uma ótima partida no domingo em Santiago. Por isso, não acredito que a arquibancada mais vazia reflita um protesto do torcedor contra o nosso futebol", afirmou.

Os jogadores da seleção brasileira também comentaram sobre a baixa presença de público na noite de hoje no Engenhão.

"É muito estranho ver um estádio com tantos espaços vazios na arquibancada. Acho que foi a primeira vez que vi algo do tipo em todo o meu período na seleção", disse à Efe o zagueiro Juan.

Juan afirmou ainda que o público decepcionante no Engenhão não é "motivo de desculpas" para o mau resultado contra a Bolívia.

"Ninguém gosta de jogar assim, especialmente na seleção, mas a torcida que veio aqui não tem culpa de nada. Nós tínhamos a obrigação de vencer, mas não fizemos por onde", afirmou.

Já o meia Diego disse que "é triste ver que o estádio não estava lotado", mas minimizou a ausência de público hoje no Rio de Janeiro.

"Mesmo quando a equipe é muito criticada, como foi no empate por 0 a 0 no Mineirão - em junho - contra a Argentina, a gente fica mais feliz de vez as arquibancadas lotadas. A gente sabe que muitas vezes é difícil para a torcida assistir aos jogos no estádio, mas claro que ninguém gosta desta situação", disse.

Ao contrário do que aconteceu nas últimas partidas da seleção no Brasil, com estádios cheios e longas filas para a compra de ingressos, o jogo de hoje no Engenhão não atraiu os torcedores.

Os ingressos vendidos nas bilheterias se esgotaram nas outras três partidas em casa do Brasil nas Eliminatórias.

No Maracanã, também no Rio de Janeiro, contra o Equador, cerca de 80 mil torcedores compraram ingressos. Já no Morumbi, em São Paulo, contra o Uruguai, mais de 65 mil entradas foram vendidas, e no Mineirão, em Belo Horizonte, diante da Argentina, 52 mil pessoas pagaram para assistir à partida.

No jogo contra a Bolívia, antes do apito inicial somente pouco mais de 20 mil pessoas tinham pagado para ver a seleção em campo.

Uma das principais reclamações dos torcedores foi o valor dos ingressos.

Os setores mais baratos, que custavam R$ 30 e ficavam atrás dos gols do estádio, foram os primeiros com ingressos esgotados, e as entradas que custavam R$ 100 ainda podiam ser encontradas nas bilheterias até momentos antes da partida.


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