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04/09 - 09:21

Sport espera reencontrar camarote já sem cheiro de urina

Dirigentes do clube de Recife haviam reclamado do tratamento na partida válida pela Copa do Brasil, no Palestra

Gazeta Esportiva

RECIFE - Na segunda e última visita que fará ao Palmeiras em 2008, a diretoria do Sport sonha em ser mais bem recebida. Em abril, a cúpula rubro-negra esteve no Palestra Itália para assistir ao empate sem gols válido pelo jogo de ida das oitavas-de-final da Copa do Brasil e deixou o estádio alegando que um “forte cheiro de urina” dominou seu camarote.

Na época, o episódio corroborou críticas à arena alviverde, que, três dias antes, já havia virado notícia por um gás de pimenta jogado nos vestiários do São Paulo nas semifinais do Paulista. Nesta quinta-feira, no entanto, os pernambucanos assistirão ao duelo marcado para as 20h30, pelo Brasileiro, com a promessa de que tudo foi arrumado.

“É bom lembrar que este foi o único registro de reclamação nos camarotes visitantes em 94 anos de história do Palmeiras. Mas vamos recebê-los muito bem, como sempre fazemos com todos que vêm nos visitar. Não será feito nada especial: o tratamento será excelente como sempre”, garante o gerente de futebol Toninho Cecílio.

Pouco depois do ocorrido, o setor administrativo do Verdão detectou a origem do odor em um problema hidráulico na descarga de um dos banheiros, já solucionado. É o bastante para satisfazer os diretores recifenses. “Li que eles tomaram providências logo em seguida. Eles não me procuraram depois e também não precisam me dar nenhuma justificativa”, apazigua à GE.Net o diretor de futebol Guilherme Beltrão, um dos principais críticos ao local em que foi colocado para assistir àquela partida.

“Ficamos em um camarote prensado, que passa no meio da torcida, e expostos a um cheiro insuportável que parecia ser de urina. Na minha interpretação, foi um mau tratamento dado à diretoria do Sport, ainda mais sendo no jogo seguinte ao gás de pimenta. E nós sempre os recebemos muito bem em uma tribuna de honra”, relembra o dirigente.

Com o discurso mais ameno, Beltrão acredita nas palavras palmeirenses e se diz certo de que será tão bem recebido como assegura já ter sido em encontros anteriores. Confia também que não haverá nenhuma atitude de represália à má avaliação que fez do Palestra Itália há mais de quatro meses.

“Na época, usei a imprensa para reclamar, e não falei nenhum absurdo. Se alguém se melindrou com isso, paciência, mas não podia deixar passar em branco. Sempre tinha sido muito bem recebido lá, mas você não pode ter o melhor apartamento do mundo fedendo”, compara, já elogiando os diretores adversários.

“Eles reconheceram o erro e há uma grandeza nisso. Vamos assistir ao jogo no Palestra Itália de novo sem problema nenhum, com tranqüilidade. Sou uma pessoa educada, tenho formatura de doutorado. Viajo o Brasil todo atendendo todo mundo. Mas se pisar nos meus calos eu brigo. Somos de uma região que tem uma discriminação muito forte e não podemos aceitar algumas coisas”, conclui Guilherme Beltrão.

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