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Futebol

04/09 - 23:02

Goleiro por 14 minutos, Edmundo diz que atuação foi “humilhante”

Após a partida, atacante chorou muito e reclamou da arbitragens dos jogos do Vasco no Brasileirão

Gazeta Esportiva


RIO DE JANEIRO - Escolhida para que se comemorasse o título da Copa Libertadores de 1998, esta quarta-feira acabou não sendo um dia de festa para o Vasco. Jogando em São Januário, o time alvinegro acabou perdendo por 3 a 1 para a Raposa e, ainda por cima, teve que realojar o atacante Edmundo para o gol, por conta da expulsão do goleiro Tiago.

Aos 28 minutos da etapa complementar, após uma falha de Eduardo Luiz, o cruzeirense Guilherme dominou na entrada da área e driblou Tiago que, sozinho, não teve opção senão cometer o pênalti. Resultado: acabou expulso, e como o técnico Tita já havia feito as três substituições, Edmundo chamou a responsabilidade e vestiu as luvas de arqueiro.

Após a partida, Edmundo chorou muito e reclamou da arbitragens dos jogos do Vasco, que estariam prejudicando a equipe constantemente. Mostrando-se ambíguo e desequilibrado emocionalmente, o Animal ainda adjetivou sua atuação na meta vascaína como “humilhante”.

'A gente é roubado em todos os lugares que vai. A gente não merece isso, treinamos todo dia de manhã e a tarde. É humilhante para mim”, disse o centroavante, que ainda tentou esclarecer o motivo das lágrimas: “Estou chorando porque a torcida gosta do time, e não temos mais a ajuda de ninguém. Não preciso disso não”.

Se Edmundo viu sua ida ao gol como descrédito no seu currículo, a torcida do Vasco parece discordar. Mesmo derrotada, a torcida cruzmaltina ovacionou o Animal, gritando o tradicional coro de “Ah, é Edmundo!” e indo ao êxtase a cada defesa do jogador nos 14 minutos em que esteve em sua nova posição.

Outro que elogiou, só que ironicamente, a atuação de Edmundo na meta foi o técnico celeste Adílson Batista. “Já trabalhei com ele, mas nunca tinha visto o Edmundo assim pegando no gol. Queria ver mesmo era ele fazer uma defesa fora da área”, gracejou o treinador, que depois comentou que a atitude do veterano teria sido em prol do time: “Ele pensou no grupo”.

O caso desta quarta-feira lembra a ocasião em que o lateral Gustavo Nery acabou indo para o gol após a expulsão de Rogério Ceni, sofrendo um gol de falta, ou mais recentemente, quando André Santos cobriu a meta corintiana após Felipe receber o cartão vermelho, contra o Vila Nova, pela Série B do Campeonato Brasileiro.


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Futura Press

Edmundo no gol
Atacante teve que assumir o lugar de Thiago, que foi expulso na partida contra o Cruzeiro

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