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Futebol

04/09 - 13:33, atualizada às 19:13 04/09

Emerson Leão é agredido por torcedores do Santos
O técnico, atualmente trabalhando no futebol árabe, foi até a Vila Belmiro cobrar uma dívida

Redação iG Esporte com agências


SÃO PAULO - O técnico Emerson Leão, que dirigiu o Santos até maio de 2008, foi até a Vila Belmiro para cobrar uma dívida de aproximadamente R$ 700 mil e acabou agredido por um grupo de dez torcedores santistas, que ainda jogaram pedras em seu carro.

Gazeta Press
Leão chega à delegacia para prestar depoimento após a agressão na Vila

De acordo com o técnico, a agressão teria sido premeditada por um ex-segurança do clube, que foi demitido justamente por ordem de Leão, que, nesta quinta, tinha uma reunião marcada com o gerente jurídico do Santos, Mário Mello, para resolver como seria feito o pagamento da dívida.

Esta não é a primeira vez que Leão entra em atrito com parte da torcida santista. No começo do ano, o técnico foi hostilizado por torcedores que queriam sua demissão. Para Leão, a razão era simples: sua recusa em ajudar financeiramente uma torcida organizada.

"Quando eu deixava o clube, fui agredido pelas costas com um soco na cabeça. Virei e consegui me defender, mas, por pouco, não fui atingido por uma barra de ferro. Se me acertassem, poderia morrer. Depois, voltei para dentro da Vila Belmiro", contou Leão, já no 2º Distrito de Polícia de Santos, após apresentar queixa ao delegado-titular João Milhan Gonçalves.

Leão registrou um Boletim de Ocorrência, de lesões corporais dolosas, e também se submeteu a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. "Fico chateado pelo fato disso ter acontecido no Santos, onde trabalhei três vezes. Mas, ao mesmo tempo, estou satisfeito porque o principal agressor está identificado, vai ter que falar quem estava com ele e todos serão presos", afirmou o treinador.

De acordo com o delegado João Milhan Gonçalves, Marcos Antônio Castelão vai ser intimado a depor nos próximos dias. As investigações iniciais apontam que os outros sete agressores seriam membros de uma torcida organizada do Santos, o que não foi confirmado pela polícia.

Entenda o caso
Leão foi até o clube para evitar processar o clube pelo atraso no pagamento de dois meses de salários. Se o acordo não for costurado nos próximos dias, o técnico já instruiu seus advogados a entrarem com a ação contra o clube. Quando deixou a Vila Belmiro, tinha R$ 1 milhão para receber.

Antes de viajar para o Qatar, onde dirige o Al Saad, fez acordo para embolsar o que lhe era devido pelo Santos em três prestações. O acerto começou apresentar problemas quando Teixeira, que havia prometido pagar a primeira parcela à vista, a dividiu em duas vezes. Leão tentou cobrar Teixeira, mas teve dificuldade para entrar em contato com o dirigente. Quando conseguiu, a conversa esteve longe de ser amigável.

O Santos propôs pagar o saldo do débito em oito prestações. Leão aceita, no máximo, receber em seis parcelas. E se considera generoso na cobrança. O maior impasse, contudo, está no fato de que o técnico exige alguma garantia de pagamento, o que Marcelo Teixeira se recusa a dar. O credor também quer que seja incluída multa em caso de outra inadimplência. O dirigente não aceita.

(com Gazeta Esportiva e Agência Estado)


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Briga nos bastidores
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