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02/09 - 13:24

Sem Aloísio, Muricy elege baianos como herdeiros de brincadeiras

Depois de brincar para eleger o substituto do atacante, Muricy admitiu que Aloísio fará falta ao Tricolor

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - A saída de Aloísio para o futebol do exterior resultará em uma importante baixa ao grupo dos brincalhões do São Paulo. O jogador era o responsável em manter o ânimo do elenco em alta mesmo em momentos difíceis da temporada.

Sem o atacante alagoano, o técnico Muricy Ramalho adotou o bom-humor para eleger a “baianada” como a nova responsável pelas brincadeiras no Tricolor.

“Vai ficar por conta da baianada e nós temos um monte aqui (risos). Eles são muito alegres. Temos o Zé Luis, o Borges, o Júnior... Essa turma é a dos caras que mexem com o grupo. Eles mantêm o axé em alta aqui. Eles são pessoas alegres, isso faz parte da região deles”, afirmou o treinador, citando três atletas tricolores nascidos na Bahia.

Depois de brincar para eleger o substituto do atacante, Muricy admitiu que Aloísio fará falta ao Tricolor por seu perfil de elevar o moral do grupo nos momentos difíceis.

“Quando perdemos um jogo, todo mundo fica de cabeça baixa. O treinador reúne o pessoal para dar uma força, mas depois tem o momento em que conversam os jogadores sozinhos. Nesta hora, entra o Rogério com sua seriedade, e o Aloísio com a alegria para descontrair o ambiente. Além disso, ele nunca fica triste, esteja ou não jogando. É um jogador que ajuda demais no dia-a-dia pelo astral que tem”, afirmou.

O meia Hugo, inclusive, reconheceu a importância do atacante para o grupo. “O Aloísio é um cara extraordinário. Não falo isso só pelo futebol, mas também pela pessoa que ele é. Vai fazer uma falta muito grande ao grupo. Ele tem uma qualidade imensa para abrir espaços e vamos lamentar a perda desse jogador. Ele vai fazer muita falta pelo ser humano que é fora de campo”, comentou.

Ao ouvir Hugo exaltando mais o lado pessoal do que o trabalho em campo de Aloísio, o técnico Muricy Ramalho, que estava próximo ao local, provocou o meio-campista. “Quer dizer que o Aloísio não joga nada, então?”, brincou o treinador.

Solidariedade: Aloísio, por sinal, mostrou bom-humor até para lembrar do projeto social que financia em sua cidade natal, Atalaia-AL. O jogador afirmou que, com a transferência para o futebol do Catar, poderá disponibilizar mais recurso para a creche que atende cerca de 50 crianças.

“Falei com minha mãe e disse que aumentou um bocadinho para eles. Vai poder aumentar as compras no mercado (risos). Dinheiro é bom, mas o importante é ser feliz e ter saúde para viver até quando Deus quiser”, brincou, lembrando que sua mãe administra a creche.


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