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01/09 - 20:38

Consolos de Robinho são salário e reencontro com Elano

Robinho utilizou o mesmo discurso com o qual forçou sua transferência do Santos para o Real Madrid, mas dessa vez não funcionou

Gazeta Esportiva

MADRI (Espanha)  - Robinho utilizou o mesmo discurso com o qual forçou sua transferência do Santos para o Real Madrid no momento em que tentou trocar o clube espanhol pelo Chelsea, de Luiz Felipe Scolari.

“Estou com a cabeça no Real”, o atacante havia dito em 4 de julho de 2005. Três anos depois, avisou: “Minha cabeça está no Chelsea”. Desta vez, no entanto, o corpo do jogador não acompanhou seu pensamento. Ele jogará na Inglaterra, mas pelo menos afamado Manchester City, que nem a Copa dos Campeões disputa. Ao menos reencontrará o ex-santista Elano e terá o salário de € 6 milhões por temporada.

As semelhanças entre as duas transferências da carreira de Robinho são marcantes. Assim como fez o presidente Marcelo Teixeira quando o atacante parou de treinar no CT Rei Pelé mesmo com contrato em vigência, dirigentes do clube espanhol reagiram com repúdio à insistência do atacante em defender o Chelsea. A resposta das duas torcidas foi a mesma. A do Santos substituiu o grito de “fica, Robinho” por “vaza, Robinho”. A do Real Madrid o recebeu no estádio Santiago Bernabéu, antes da decisão da Supercopa da Espanha, com coros de “fora” e “mercenário”.

Da mesma maneira que fez o Real Madrid na época em que colaborou com o lobby de Robinho para deixar a Vila Belmiro, o Chelsea também se entusiasmou com a possibilidade de contratar o brasileiro. Precipitou-se e colocou à venda em seu site oficial camisas com o nome do jogador estampado “por acidente”. O Real veste branco como o Santos. Mas, já que seu poderio de mercado é outro, o azul que Robinho passará a usar, queira ou não, será mais claro que o do Chelsea.

O Manchester City pagou € 40 milhões (US$ 58,4 milhões) para contratar Robinho, praticamente o dobro do que o Santos lucrou com sua transferência (US$ 30 milhões). No Real Madrid, o atacante não chegou a confirmar as expectativas criadas e alardeadas pelo empresário Wagner Ribeiro (com quem Luiz Felipe Scolari negou conversar em nome do Chelsea) à imprensa espanhola. Robinho disse no início do ano que a possível ida de Diego, do Werder Bremen, à sua agora ex-equipe o ajudaria a ser o mesmo dos tempos de Santos. Terá que se consolar com Elano. Glauber e Jô são os outros brasileiros da equipe.


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