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Futebol

29/08 - 16:54

Jogadores do Galo pedem calma à torcida

Média de público contra Goiás, Atlético-PR e Botafogo não superou 5 mil pagantes, refletindo má fase do clube

Gazeta Esportiva

BELO HORIZONTE - A seqüência de três partidas em casa nos últimos dez dias ilustrou bem o atual momento da relação entre o Atlético-MG e sua torcida. A média de público nos jogos contra Goiás, Atlético-PR e Botafogo não superou os 5 mil pagantes, números inimagináveis para uma torcida volumosa como a do Galo.

Para piorar, tem havido casos de hostilidades de alguns torcedores em relação ao clube. Há tempos, o presidente Ziza Valadares tem denunciado ameaças de violência por parte de facções organizadas. Nesta quinta-feira, membros da Galoucura atentaram contra o patrimônio do clube, invadindo a sede e quebrando uma mesa e um computador.

Apesar de ser voltada principalmente para a diretoria, a violência assusta também os jogadores. Segundo Édson, este tipo de pressão só aumenta a turbulência pela qual o clube passa, até porque invade a vida particular dos atletas. Mesmo assim, o goleiro não perde as esperanças na recuperação.

“Tenho certeza que a gente vai sair dessa situação. Essa fase vai mudar. Vamos voltar a ter alegria e paz, coisas que não estamos tendo. A gente não pode sair de casa, sair com a família para jantar ou ir ao shopping”, conta.

Reconhecendo os defeitos do time, ele acredita que a má fase pode ser revertida pela cobrança interna do grupo. “Cada um tem que rever o que está fazendo em campo. Tenho certeza que todos podem dar algo a mais. Se você desesperar, as coisas pioram”, argumenta.

Para o meia-atacante Lenílson, é até compreensível que a torcida abandone o time, devido ao mau momento, mas só quem perde com isto é o Atlético-MG. “Sei que é complicado pedir apoio numa situação dessas, mas se não apoiarem pode ser pior”, alerta.


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