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Futebol

29/08 - 03:53

Em meio à briga pela Arena, oposição ignora festa do Palmeiras

Com ausência de parte dos dirigentes, quem estava na festa de 94 anos do clube fez campanha pela nova casa palmeirense

Gazeta Esportiva


SÃO PAULO - Na semana em que o time de futebol não tem compromissos, o Palmeiras respira política. Todas as atenções estão voltadas para a votação dos sócios, neste sábado, que definirá a aprovação da remodelação do Palestra Itália para transformá-lo em uma Arena multiuso.

Contrária à maneira com que tem sido tocado o projeto, a oposição ignorou a festa dos 94 anos do clube, completados na terça-feira, mas comemorados oficialmente na noite desta quinta-feira em um buffet paulistano – por falta de espaço, o evento não aconteceu na sede alviverde.

No jantar oferecido a conselheiros e amigos da diretoria, os líderes da ala discordante do grupo do presidente Affonso Della Monica não deram as caras. Até mesmo o vice-presidente Arnaldo Luiz Albuquerque Tirone, único dos quatro em sua hierarquia que é contrário ao atual mandato, não esteve na comemoração. A ausência mais comentada, no entanto, foi do ex-presidente Mustafá Contursi, ferrenho crítico do seu sucessor.

Sem os inimigos internos, o terreno era amplamente favorável para coletar mais adeptos às reformas no estádio. Todos que compareceram receberam um broche que continha a figura da Arena e a frase “Arena Palestra, Eu Aprovo!”. Poucos foram os que se negaram a grudar o presente próximo ao peito.

Para completar o cenário político que dominava a celebração, foi lido em meio ao jantar, com exacerbada emoção, um texto instigando os associados a concordarem com o projeto. “Diga sim” era a expressão dita com maior freqüência e ênfase, arrancando intensa salva de palmas da maioria dos presentes.

No final, o discurso, apesar de não citar nomes, criticou duramente o mandato de 12 anos de Mustafá Contursi, avisando que “dizer ‘não’ é não ser palmeirense”. A cada linha contrária ao ex-mandatário, gritos de euforia ecoavam com cada vez mais força. O clima era de alegria pela proximidade da concretização da Arena.

Na platéia, se não havia opositores internos, havia rivais. O presidente são-paulino Juvenal Juvêncio – ao lado de seu diretor Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e de seu antecessor à frente do Morumbi, Marcelo Portugal Gouvêa – esqueceu da inimizade dentro de campo e sentou próximo a Della Monica na mesa mais concorrida da festa.

Além dos dirigentes, acompanhados também do presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, chegavam ao centro do salão onde era servido os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo. Geraldo Alckmin, Marta Suplicy, Paulo Maluf, Gilberto Kassab e Soninha davam longos abraços nos diretores alviverdes. O governador de São Paulo, José Serra, também esteve presente.

Feliz com a festa e os afagos, Della Monica passou muitos minutos conversando com todos os candidatos e seus aliados mais próximos. Todos conversavam às gargalhadas. Preocupado por fazer a sua Arena receber ao menos uma partida da Copa do Mundo de 2014, o presidente do clube aniversariante só deixou de cumprimentar quem pode ser o prefeito da capital paulistana às 23h55, mais de duas horas depois de sua chegada.

Antes de pleitear espaço no Mundial que será sediado no Brasil, o Palmeiras precisa ter sua arena aprovada pelos associados. E driblar a pressão dos oposicionistas para que o projeto da Arena Palestra Itália finalmente saia do papel após a votação que começará às 10h deste sábado.


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