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Futebol

28/08 - 17:58

Hernanes desconhece interesse europeu e reitera permanência

“Acho que vai ficar tudo normal e vou continuar. Se (for para sair) no ano que vem ou em 2015, eu não me preocupo"

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Após defender a seleção brasileira na Olimpíada de Pequim, o volante Hernanes está de volta ao dia-a-dia do São Paulo e não se mostra influenciado pelo assédio do futebol europeu ao seu futebol. Apesar de estar na mira de grandes clubes do Velho Continente, o meio-campista deixou claro que acredita em sua permanência no Tricolor e não faz uma previsão de quanto tempo poderá continuar no Morumbi.

“Eu acho que vai ficar tudo normal e vou continuar no São Paulo. Se (for para sair) no ano que vem ou em 2015, eu não me preocupo. Minha preocupação é voltar bem e ajudar a equipe a vencer os jogos. Minha cabeça não está preocupada com isso”, afirmou.

Questionado sobre o interesse de clubes como Barcelona e CSKA por seu futebol, o garoto garantiu estar desinformado sobre o assédio. “Para mim, é uma informação nova. Cheguei faz pouco tempo e nem conversei com ninguém. Estou aqui e tenho de pensar aqui, em voltar bem e ajudar a equipe”, desconversou o meia, que também está sendo observado pelo Atlético de Madri.

O Barcelona foi o clube que chegou mais longe na tentativa de contratar o meio-campista, já que fez uma sondagem em que demonstrou disposição de oferecer 11 milhões de euros. O São Paulo, que detém 75% dos direitos do atleta, exige o valor integral da multa rescisória, de 25 milhões de euros.

Apesar das ofertas, Hernanes garante estar concentrado no trabalho no Tricolor. “Antes de ir para as Olimpíadas, eu errei alguns passes e diziam que eu estava jogando diferente porque eu estava me achando. Mas isso não existe. Tenho de lutar para estar bem fisicamente para desempenhar o futebol que vinha jogando. Isso não me preocupa e não me atinge. Só penso em ajudar os companheiros”.

Hernanes ainda acredita que será difícil de mais alguém sair até o fechamento da janela de transferências, na segunda-feira. “Há muita fantasia de o fulano sair ou não. Agora, quem foi, foi. Quem não foi, vai ficar. Não tem mais conversinha. Temos a realidade que nos apresenta. Agora, o bicho pega”, filosofou.

O meio-campista, que está registrado pelo Tricolor na CBF até dezembro de 2012, sabe que teria de provar novamente seu valor no exterior se fosse transferido.

“Os jogadores enfrentam dificuldades lá fora, como o frio, a diferença de cultura, há treinador que não gosta de brasileiros... Na vida, não existe mágica. Quando for a hora e o tempo, espero estar maduro suficiente para ir e não voltar mais. Não é fácil jogar lá fora também, tem de passar por um período de adaptação”, concluiu.


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