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Futebol

27/08 - 14:07

Dunga garante que não há revanchismo na seleção
Segundo ele, os ausentes não precisarão demonstrar empenho extra para voltarem a ser lembrados

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Apesar de manter a base da seleção olímpica na convocação da equipe principal para os dois próximos jogos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, o técnico Dunga descartou qualquer resistência ao retorno de quem não vestiu a camisa para disputar os Jogos de Pequim e elogiou muito o comprometimento dos que atuaram na China.

"São situações a parte. São profissionais acima de 23 anos que o clube não liberava e não tem como brigar com o clube. Tem de ter tranqüilidade. Vou pensar sempre na seleção, problemas pessoais não levo em consideração. O importante é a seleção".

Segundo ele, os ausentes não precisarão demonstrar empenho extra para voltarem a ser lembrados nas próximas listas. "Cada um tem o seu direito de querer ou não (jogar). É só falar, ser claro. O importante é que a gente tem sempre que renovar, trazer quem quer para a seleção. Vai se um momento que o jogador não vai estar bem e não vai querer vir. É normal, a gente tem de compreender isto".

Mesmo com toda a compreensão declarada, Dunga deixou claro que na seleção o mais importante é o conjunto. "É importantíssimo a individualidade, não se faz nada sem ela, mas tem de ter o coletivo. O coletivo é o que sustenta a individualidade".

Em Pequim, o grupo conquistou o treinador e teve nove integrantes incluídos na convocação para os jogos das Eliminatórias contra Chile e Bolívia, em setembro. As exceções foram Hernanes e Alexandre Pato. "Os jogadores se comprometeram, tiveram atitude e postura. São jogadores que demonstraram caráter, ficaram o tempo todo sem folga e muitos brigaram com seus clubes para estar lá. Alguns tiveram multas de 25 mil euros por dia para estar com a seleção. Não era este espírito que se queria? É assim que vai ser até o final".

Para o treinador, o 'ciclo' olímpico provou que nunca houve dificuldades entre ele e qualquer jogador. "Me criticaram, falaram que eu não queria A ou B ou C e até agora, não está jogando. Demoram dois ou três meses e a verdade vem aí. Você não tem de falar o que as pessoas querem ouvir, tem de falar a verdade".

Antes das Olimpíadas, Dunga e o meia Kaká tornaram-se pivôs de uma polêmica por causa da não convocação do jogador do Milan para os jogos contra Paraguai e Argentina pelas Eliminatórias da Copa, em junho. Na época, surgiram rumores de que os dois não se davam bem, situação desmentida por ambos.

Operado no joelho esquerdo em maio, Kaká não foi liberado pelo clube e também ficou fora das Olimpíadas. Ele retornaria aos gramados este mês, para o início do Campeonato Italiano, mas na última semana, o médico do Milan aconselhou que o craque fizesse mais 15 dias de tratamento adiando sua volta para meados de setembro.


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