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Futebol

26/08 - 09:05

Palmeiras completa 94 anos e Arena pode ser o presente

Projeto para o estádio conta com aprovação de associados e conselheiros, mas há quem rejeite a idéia

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Nesta terça-feira, pela primeira vez em nove temporadas, o Palmeiras completa um aniversário novamente com um título importante. A celebração do Paulista que tirou o time da fila, no entanto, é o menor enfoque do clube atualmente. A cúpula alviverde pretende usar a festa dos 94 anos de idade do clube como arma para seduzir os associados com um projeto que teima em não sair do papel: a Arena Palestra Itália.

Há mais de uma década as diretorias que passaram pela agremiação tentam dar à equipe, que já teve ídolos como Romeu Pellicciari, Oberdan Cattani, Julinho Botelho, Ademir da Guia, Leivinha, Dudu, Emerson Leão, Edmundo, Evair, César Sampaio, Marcos e Valdívia, um estádio moderno para atuar. Os atuais dirigentes apostam que é possível ter esta reestruturação pronta em dezembro de 2010, mas tudo isto passa pela votação que acontecerá neste sábado, quando os sócios decidirão se concordam com as propostas para a Arena.

A situação, comandada pelo presidente Affonso Della Monica, está certa de que os associados têm a mesma opinião dos conselheiros, que aprovaram as reformas quase por unanimidade em 30 de junho. A oposição, porém, tem pregado que as alterações no Parque Antártica precisam de maiores discussões e questionam a ansiedade para a conclusão do remodelado estádio.

“Todos no Palmeiras somos a favor da Arena. É um projeto que começou com o (presidente do clube entre 1989 e 1992, Carlos Bernardo) Facchina e se desenvolveu muito comigo. Estamos todos na mesma direção”, discursou na TV Gazeta Mustafá Contursi, que presidiu o Verdão entre 1993 e 2005 e hoje é um dos líderes da ala contrária à gestão de Della Monica, seu sucessor. “Vou votar contra porque a proposta da oposição é continuar os entendimentos sobre a obra. Querem o estádio pronto para 2010. Mas, se é visando à Copa do Mundo de 2014, não entendemos a razão de tanta pressa”, questionou.

A principal contestação do grupo de Contursi está na sociedade com a empresa de engenharia W Torre, que investirá nas reformas e terá direito a lucros por 30 anos com os aluguéis dos camarotes e publicidade no estádio. Os situacionistas, no entanto, respondem que as rendas com a bilheteria, patrocínios e mensalidades continuarão com o clube.

Para fortalecer a campanha de convencimento aos associados sobre a importância do projeto, além da venda de camisetas com a inscrição “ARENA PALESTRA: EU APROVO!!!” por R$ 15,00, há no site oficial do clube um texto explicando os benefícios da obra. Nele, a parceira com a W Torre é esclarecida com uma metáfora. “É como se o Palmeiras contratasse uma empresa para cuidar da operação do estacionamento e recebesse uma parte do faturamento. O imóvel continua pertencendo ao clube, e a empresa encarrega-se do investimento e da gestão do empreendimento”.

O documento ainda garante ao departamento social que as obras e o novo estádio não atrapalharão o cotidiano no Palmeiras e com a promessa de estruturas modernas aos esportes amadores, que terão um prédio exclusivo fora dos estádios – a mudança no local destas atividades será o primeiro passo da obra.

No comunicado, assinado por Seraphim Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo, e Clemente Pereira Jr, presidente do Conselho de Orientação e Fiscalização, além de Della Monica, há também a preocupação de negar os boatos sobre um aumento da mensalidade no clube devido à reforma. Os dirigentes prevêem até mesmo um barateamento devido aos lucros da multifuncionalidade da Arena.

E é em meio a esta disputa política que o clube dono de uma Libertadores, quatro Brasileiros, uma Copa do Brasil e 22 Paulistas tenta finalmente ter no Século 21 um estádio com capacidade para 42 mil pessoas que é discutido internamente há quase 20 anos.


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Divulgação

Em meio a disputa política
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