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Futebol

25/08 - 17:45

Por R$ 200 milhões, Prefeitura oferece Pacaembu ao Corinthians

Em troca da modernização do estádio, Timão teria sua concessão por 30 anos; vice-presidente não se anima

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - O Pacaembu poderá se tornar, de fato, a casa do Corinthians. Por iniciativa do secretário de esportes Walter Feldmann, o prefeito Gilberto Kassab pretende conceder o estádio municipal ao clube pelos próximos 30 anos. Em troca de R$ 200 milhões para modernizá-lo.

“Posso afirmar que a maior torcida do Brasil terá seu estádio. Essa é uma aspiração dela, que pode ficar tranqüila porque essa novela terminará logo. Conversando com o Walter Feldmann, chegamos à conclusão de que teremos boas notícias para os corintianos em algumas semanas”, prometeu Kassab nesta segunda-feira, em palestra proferida na Federação Paulista de Futebol.

Resta convencer o Corinthians a aceitar o Pacaembu. O clube já negocia com o consórcio Egesa/Seebla a construção de seu estádio em dois terrenos localizados na marginal do Rio Tietê. A arena comportaria cerca de 52 mil pessoas e custaria aproximadamente R$ 450 milhões às empresas envolvidas, pouco mais que o dobro da concessão do Pacaembu.

“Querem 200 paus pelo Pacaembu, não é?”, disse o vice-presidente corintiano Heleno Maluf, em conversa por telefone, mas já inteirado sobre o assunto. O dirigente foi designado pelo presidente Andrés Sanchez para acompanhar as negociações por um estádio para o clube. “Prefiro gastar 400 paus e fazer um estádio novo do que 200 paus e ficar com um velho”, comparou.

Feldmann argumenta que o investimento proposto pela Prefeitura de São Paulo ao Corinthians é necessário. Em 2008, o Pacaembu já passou por uma reforma física. “Mas isso não basta. O que propomos ao Corinthians é uma concessão onerosa. É importante fazer reformas estruturais no estádio, que precisa ter um estacionamento, venda adequada de produtos e outras coisas”, enumera, sem perder as esperanças de fechar negócio.

“O presidente do Corinthians tem dado atenção a todas as possibilidades para ter um estádio. Aquela que for melhor é a que vai valer”, afirmou o secretário de esportes. Mas o Corinthians tem prioridades. “Enquanto não terminarmos o plano A ou o B, não iremos abordar os outros. Não podemos atropelar as coisas”, avisou Heleno Maluf.

Se o dirigente conta com a ajuda da iniciativa privada para a construção de um estádio, o mesmo não vale para a Prefeitura. “Jamais o Poder Público vai construir um estádio para quem quer que seja. Não há como justificar isso para a sociedade”, ressaltou Feldmann, que abre um sorriso quando o assunto volta a ser a concessão do Pacaembu ao Corinthians. “Não vejo outro clube para isso acontecer.”

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