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21/08 - 18:46

Alvo dos protestos, Jéci entende as críticas da torcida

"Aqui no Palmeiras estamos todos preparados para isso e o time vai mostrar que tem condições de defender essa camisa", disse

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Mesmo sem encontrar a torcida no desembarque de Porto Alegre, a delegação palmeirense sentiu o baque das pichações no Palestra Itália em protesto à goleada por 4 a 1 sofrida diante do Internacional. Apesar de alguns atenderem os pedidos de fotos e autógrafos dos poucos palmeirenses que estavam pacificamente no aeroporto, as explicações para a derrota foram dadas por poucos.

Depois de tentar demonstrar tranqüilidade ainda nos vestiários do Beira-Rio, Vanderlei Luxemburgo evitou contato com os repórteres, assim como Marcos, outro que comentou ainda no gramado mais um tropeço fora de casa. Quem também fugiu dos holofotes foi Gladstone, que teve a saída solicitada pelos torcedores nos muros do estádio alviverde, e Diego Souza, que perdeu grande chance quando o time ganhava por 1 a 0 e foi repreendido pelo técnico.

O único alvo dos protestos que parou para demonstrar o sentimento da equipe foi Jéci. E o contestado zagueiro manteve sua serenidade ao falar sobre a frase “Fora Jéci” estampada no Parque Antártica na manhã desta quinta-feira.

“Não cheguei a ver, saímos cedo do hotel e já viemos para São Paulo. Mas fazer o quê? Esse tipo de cobrança é normal por parte da torcida, nós temos que acatar”, conformou-se. “Não consegui dormir. O time foi mal, não fez por merecer o resultado. Temos que lamentar pelos gols. Mas acho que ainda dá para recuperar”, continuou o camisa 16.

Único que se dispôs a falar além do zagueiro, Kléber, poupado pelos torcedores e com o nome intensamente gritado na última partida em casa, saiu em defesa dos companheiros. E quer ver as arquibancadas novamente ao lado do time para que o sonho do título brasileiro mantenha-se vivo.

“Estamos na zona de classificação da Libertadores ainda, faltam muitas rodadas. Eles têm que incentivar porque sem eles vai ficar difícil. Esse é o grupo que o Palmeiras vai ter até o final do Campeonato Brasileiro e é com ele que nós vamos continuar lutando por uma vaga na Libertadores e pelo título”, comentou o atacante, minimizando a cobrança da torcida.

“Time grande é assim. Já joguei no São Paulo, sei como é isso. Na época, a torcida até invadiu o CT para protestar. Aqui no Palmeiras estamos todos preparados para isso e o time vai mostrar que tem condições de defender essa camisa”, prometeu o camisa 30.

E é tentando manter esta confiança que a equipe se prepara para enfrentar a Portuguesa, neste domingo, às 16h no Pacaembu. O mando de jogo é dos palmeirenses, mas a partida saiu do Palestra Itália por um acordo entre as diretorias – no primeiro turno, a Lusa era a mandante, mas convenceu os adversários a jogarem os dois confrontos no estádio municipal porque o Canindé só estava liberado para 5 mil pessoas.


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