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Futebol

19/08 - 15:38

São Paulo e Lusa fazem lobby por sede na Copa
“Primeiro é preciso bater o martelo e definir se o Morumbi será o estádio escolhido", disse Marta

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - A presença da candidata à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, na sede da Federação Paulista de Futebol na manhã desta terça-feira, foi prestigiada por políticos e muitos dirigentes de clubes.

Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, Andrés Sanchez, mandatário do Corinthians, Fernando Pizzo, assessor de Affonso Della Monica (presidente do Palmeiras), e Joaquim Emílio, diretor jurídico da Portuguesa, aproveitaram a presença da política para colocar seus respectivos clubes em evidência.

Dentre os diversos pedidos para que a Prefeitura dê maior atenção ao futebol varzeano e aos clubes da cidade, dois, em especial, mereceram destaque: o do São Paulo, principal candidato a ceder o estádio para a Copa do Mundo de 2014, e o da Portuguesa. Mesmo com o Canindé liberado para receber apenas cinco mil torcedores no último Paulistão, a Lusa avisou que sonha em fazer frente ao clube do Morumbi.

“Gostaríamos de pedir uma atenção especial para que considere a Portuguesa como sede para a Copa de 2014, pois temos uma ótima localização, próxima às marginais e ao Aeroporto”, argumentou Joaquim Emílio, para espanto da candidata e de muitos presentes ao evento.

O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, também tentou tirar uma “casquinha” da presença da candidata na sede da FPF, afirmando temer pela ausência do poder público na organização da Copa. A candidata avisou que ainda não sabe qual rumo tomará em relação ao assunto caso seja eleita, e revelou que o Morumbi ainda não foi oficialmente declarado como estádio paulistano a receber os jogos.

“Primeiro é preciso bater o martelo e definir se o Morumbi será o estádio escolhido. Como Ministra, ouvi muito que o Estado não irá investir nas Arenas para a Copa, mas a porta nunca está fechada. A Prefeitura irá procurar parcerias em várias ações”, garantiu.

Ao ouvir a afirmação da candidata sobre o Morumbi não estar confirmado como sede para o Mundial de 2014, o presidente são-paulino desdenhou: “Um estádio para a Copa do Mundo precisa ter 65 mil lugares, proximidade com hospitais de ponta e rede hoteleira. Não há o que se questionar: ou se faz uma Arena para 65 mil lugares, e não há espaço para isso, ou se faz os jogos no Morumbi. Gostem ou não gostem”.

Cutucada rival: Rivais dentro das quatro linhas, São Paulo e Corinthians também não se mostraram em sintonia nos bastidores. Atento às declarações de Juvenal Juvêncio, Andrés Sanchez, presidente corintiano, foi direto: “O Corinthians não quer dinheiro público como o São Paulo. Quer apenas a desburocratização para acelerar o processo de construção do seu estádio”.

Atenta ao pedido do cartola alvinegro e sabedora do tamanho da torcida corintiana na capital, Marta Suplicy assegurou: “Eu não só aprovo a iniciativa do novo estádio como tenho muitas idéias sobre o assunto”, concluiu.


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