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Futebol

19/08 - 18:02

Diego Souza ouve “técnico interno” para aproveitar vácuo do Mago
Sem a concorrência de Valdívia, Diego se torna o principal armador do time, mais “solto” para encostar nos atacantes

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Desde o início do ano, Diego Souza tem tentado explicar por quê não tem sido no Palmeiras aquele jogador do Grêmio em 2007 que fez a Traffic desembolsar R$ 10 milhões ao Benfica e adquirir seus direitos federativos. Diante de tanta pressão, o meia achou um espaço para trilhar um melhor caminho no Palestra Itália: a vaga de Valdívia.

“Todo mundo tem um treinador dentro de si. Não vinha atuando bem, até porque não estava na minha posição por causa do Valdívia. Tinha um pouco de dificuldade ainda de voltar muito, com mais obrigação de marcação e sem tanta oportunidade de chegar perto da área para finalizar”, diagnosticou o camisa 7.

Sem a concorrência do camisa 10, Diego se torna o principal armador do time, mais “solto” para encostar nos atacantes, da mesma maneira como atuava no Olímpico. E, assim como Wanderley Luxemburgo, já prevê sucesso pessoal com participação mais ativa em campo.

“Agora, o Wanderley me deu liberdade, já joguei na última partida na minha posição, tive mais oportunidades, estava mais dentro área, participei um pouco mais do jogo”, relembrou, com uma promessa. “Daqui para frente, as coisas podem melhorar muito para mim. Vou jogar em uma posição que conheço bem. Quero melhorar nessa fase final, quando a gente mais precisa, para ajudar meus companheiros”.

Para deslanchar, no entanto, o meio-campista sabe: precisa fazer gols. Nas últimas partidas no Palestra Itália, o jogador arrancou aplausos das arquibancadas por seu esforço, mas também críticas por chances claras desperdiçadas. As últimas delas domingo, contra o Coritiba. Como solução, ouviu de Evandro a sugestão para “esquecer a falta de gols”. E admitiu que isso o atrapalha.

“Sem dúvida estou ansioso. Lógico que quero fazer gols, ajudar a minha equipe. Nessas últimas partidas faltou sorte, até brinquei com o Alex que se fosse ele na cabeçada que eu dei no primeiro tempo, podia ter todos os jogadores dentro que a bola achava um espaço e entrava, mas comigo o zagueiro tirou em cima da linha”, lamentou, crente, porém, de que sua finalização funcionará em um momento decisivo.

“Tenho criado bastante, corrido bastante. Todas as vezes que deixei de fazer o gol, os companheiros fizeram. Sei que Deus tem uma coisa boa para mim. Quando o time mais precisar, coloco essa bola para dentro”, garantiu o autor de oito gols em 41 jogos com a camisa do Verdão.


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